A final da Liga Futsal desta segunda-feira terá um sabor especial para o ala Vinicius. O jogador do Intelli/Orlândia, além de reencontrar em quadra o velho amigo Falcao, que defende o Brasil Kirin/Sorocaba, sabe que poderá ser essa sua última decisão de título e, por isso, garante que fará o possível para levantar o caneco. Aos 36 anos, o jogador deixará a equipe na próxima temporada e mudará para Santa Catarina, onde irá defender as cores da UNISUL em busca da vaga à Liga nacional.
“Dentro da quadra, cada um defende o seu lado. Normal. Existe um respeito enorme até entre nossas famílias. Temos que fazer o possível para ganhar, são normais os choques. Nos enfrentamos muito pouco, apenas no juvenil. Essa será a primeira vez. Ninguém gosta de perder. Não só em relação a nós dois. Todos os jogadores que vão disputar a final vão querer vencer. Não dá para viver de passado. Sei que se eu não for bem nesses jogos finais, tudo muda. As pessoas começam a falar que você não é mais o mesmo, que chegou o momento de parar, etc. É uma luta diária demonstrar que você ainda está em alto nível, que merece jogar jogos finais e tem condições de disputar títulos. Vale muito para os dois. Todos querem deixar seu nome de história”, afirmou o ala à Gazeta Esportiva.Net.
Vinicius sabe que terá pela frente um adversário duro, com bons jogadores. Experiente, ele garante que a equipe do Intelli está acostumada com a pressão e não se deixará abater. A partida acontece às 19 horas (de Brasília), no Ginásio do Éden, em Sorocaba.
“Em relação a pressão de jogar fora de casa, acredito que isso é mais na motivação da equipe do Brasil Kirin do que com alguma possível queda de rendimento da nossa equipe. Há muitos anos jogamos esse tipo de jogo. A equipe da casa geralmente cresce com o apoio da torcida, mas temos conseguido fazer bons jogos fora de casa. Pontuar na primeira partida é muito importante”.
Futuro
Vinicius já havia comunicado a diretoria do Intelli no começo da temporada sobre sua decisão de se aposentar das quadras em 2015. Aposentadoria que será postergada em um ano, graças à mudança para Santa Catarina, onde ajudará a UNISUL a tentar voltar à elite do esporte e ganhará a chance de voltar a estudar. Assim, ele pretende disputar menos jogos.
O ala tinha o desejo de parar de jogar ainda em alto nível e, por isso, decidiu deixar o Intelli. Durante todo o ano, ele sofreu com as dores no corpo. “Vou morar em Orleans. Para mim, estava complicado seguir jogando, fisicamente estou sofrendo muito com o desgaste. Era um desejo meu jogar em alto nível até o fim. Quero voltar a estudar e vou cursar administração na UNISUL. Acho que é a área onde gostaria de atuar. Não sei exatamente ainda onde vou me dedicar. As coisas vem naturalmente. Economia, contabilidade, marketing. Quero ter opções”, finalizou.