A diretoria do Botafogo não vai punir o atacante Jobson por se envolver em polêmica que quase resultou em prisão no domingo. Após o empate sem gols com o Avaí na Ressacada, em Florianópolis, o atacante teria mostrado o órgão genital aos torcedores do time local, depois de ser provocado quando estava já dentro do ônibus do Glorioso. O supervisor do clube, Anderson Barros, teve de comparecer a uma delegacia para esclarecer o caso.
“O Jobson não vai ser punido pela diretoria do Botafogo. Não há motivo para isso. Se houve um episódio de maior gravidade na saída dos jogadores, por que aquelas pessoas que estavam ali não chamaram a polícia, que estava presente na hora? Depois fui à delegacia e toda a imprensa estava lá me esperando. Houve má-fé”, apontou Barros segundo o jornal carioca O Dia, já na chegada a Fortaleza, onde o clube enfrenta o Ceará nesta quarta-feira.
“Tem gente querendo aparecer. Estava no quarto domingo à noite e os policiais foram ao hotel querendo que eu entrasse na viatura, estão loucos”, disse Jobson, dando a sua versão dos fatos. Através de sua página no twitter, o atleta comentou o caso. “O cara está errado, fez gesto para mim eu também fiz para ele, e agora está querendo me denunciar”, disse o atleta, admitindo a obscenidade. Ele abordou o assunto com outro internauta na rede social.
“Eu acho que eu sou ser humano, cara. Se as pessoas me zoarem, também tenho direito de resposta e tenho a minha defesa”, reforçou. Anderson Barros não acredita em mais problemas – o atleta poderia ser enquadrado no artigo 233 do Código Penal Brasileiro (importunação ofensiva ao pudor), que prevê pena de três meses a um ano de reclusão. “Mostramos ao delegado que a denúncia não tinha procedência. Ficamos duas horas presos no engarrafamento, com o ônibus escoltado pela polícia em um lugar escuro”.