Depois de conseguir um empréstimo de R$ 2 milhões em um banco privado (que será pago em 12 parcelas de R$ 300 mil), a diretoria do Palmeiras acertou o pagamento dos direitos de imagem dos jogadores do elenco, que vinham sendo pagos atrasados desde o mês de maio, e também a quitação dos direitos federativos de Jorge Valdívia.
A intenção da direção, agora, é obter mais R$ 9 milhões para quitar dívidas gerais, já que a administração vem trabalhando com um déficit mensal de R$ 1 milhão, pois contava com o dinheiro da negociação do volante Marcinho Guerreiro com a França, fato que acabou não se concretizando.
O acerto de contas tranqüilizou ainda mais o ambiente na Academia de Futebol e arrancou um largo sorriso do ala-direito Paulo Baier. “Agora vou poder fazer um churrasco em casa”, brincou. Questionado se o atraso chegou a influenciar negativamente os jogadores dentro de campo, Baier foi direto: “Não estamos preocupados com isso, pois confiamos na diretoria e sabemos que, uma hora ou outra, essas coisas acontecem. Nosso problema é jogar futebol”.
O atacante Enílton também não se mostrou preocupado com o fato e “agradeceu a Deus” jogar em um time com a estrutura do Palmeiras. “Em outras equipes você fica três ou quatro meses sem receber um centavo. Agradeço por ser jogador do Palmeiras e não me preocupei, pois sei que a diretoria sempre honra seus compromissos”, elogiou.
Tanto Baier quanto Enílton garantiram que o gerente de Futebol do Verdão, Ilton José da Costa, conversava constantemente com o grupo de atletas para dar um parecer sobre os motivos do atraso e também para suprir eventuais necessidades dos jogadores. “Por tudo isso, ficamos tranqüilos para pensar somente dentro de campo”, concluiu.