Buscando recuperação depois de derrotas no fim de semana, Vasco e Coritiba nesta quinta-feira, às 21 horas (de Brasília), em São Januário. O Cruz-maltino, que caiu por 1 a 0 diante do líder Atlético-MG, aparece com 34 pontos e sabe que um triunfo é fundamental para manter o time firme na luta pelas primeiras colocações. Já o Coxa, que foi superado em casa pelo Corinthians por 2 a 1, tem apenas 15 pontos e flerta com a zona de rebaixamento.
Apesar da boa campanha do Vasco, existe um clima de cobrança por fracassos da equipe em momentos decisivos. O time foi vice-campeão brasileiro em 2011, perdeu as duas finais de turno do Campeonato Carioca deste ano e acabou eliminado pelo Corinthians nas quartas de final da Libertadores. Em duelos decisivos contra concorrentes diretos, como diante do Galo, no domingo, os resultados não têm sido favoráveis.
Apesar da pressão, o técnico Cristóvão Borges considera que a realidade vascaína é bem diferente da tratada por alguns veículos de comunicação e prefere deixar seu grupo tranquilo.
“No Vasco vamos sempre estar acostumados à pressão, pois quando acontece um mau resultado as cobranças aumentam. Porém não estamos encarando essa partida como uma necessidade de recuperação, pois não passamos por nada de grave. Queremos a vitória contra o Coritiba porque sabemos que é mais um jogo muito importante na nossa caminhada na tentativa de lutar pelo título e por uma volta para a Copa Libertadores”, declarou o treinador
Além de minimizar a pressão pela necessidade de vitória, Cristóvão Borges pediu ao grupo de jogadores que não se deixem iludir pela má campanha do Coritiba. Ele alertou sobre os perigos do rival, analisando que estará melhor colocado na tabela de classificação com o decorrer do Campeonato Brasileiro. A posição do treinador foi aceita pelo grupo.
“O Coritiba é um adversário muito perigoso, pois não costuma mudar muito a sua maneira de atuar quando é visitante. Normalmente joga de forma ofensiva e consegue, também, tirar proveito dos contra-ataques. Portanto, vamos ter muitas dificuldades e não podemos nos iludir com a posição deles na tabela de classificação. Vamos enfrentar uma equipe que deu certo a temporada toda e agora passa por um momento complicado”, avaliou o goleiro Fernando Prass.
A escalação do Vasco irá apresentar mudanças. Sem poder contar com o atacante Éder Luís, com lesão na perna direita, e nem com o seu substituto imediato, o equatoriano Tenório, com lesão entre a panturrilha e o joelho esquerdos, o treinador deve deslocar Carlos Alberto para o ataque com Felipe, recuperado de um edema no joelho direito, assumindo a vaga no meio-campo. Outra opção seria a inclusão de William Barbio no ataque com Carlos Alberto atuando na meia. Quem também desfalca a equipe é o zagueiro Dedé, que servirá à Seleção Brasileira em amistoso contra a Suécia e será substituído por Fabrício
Três derrotas consecutivas e a proximidade com a zona de rebaixamento deixam o Coritiba em alerta ainda maior que o adversário para a partida. A avaliação da comissão técnica é que, para começar a reverter o momento, um resultado positivo fora de casa é fundamental. Do contrário, a crise estará definitivamente instalada no Alto da Glória. E entende-se por positivo até mesmo um simples empate, voltando a somar um ponto precioso, mesmo com a vontade de vencer.
“Sempre convivi com vitórias, quando eu jogava e como técnico também. Todos aqui querem conviver com vitórias e aí você começa do princípio que nós temos um grupo unido, comprometido”, avaliou o técnico Marcelo Oliveira, que garante que vai montar uma equipe com esse espírito.
Entretanto, o comandante coxa-branca novamente terá uma série de desfalques para montar o time. O zagueiro Emerson, além dos atacantes Leonardo e Everton Costa, foram vetados pelo departamento médico e seguem fora da equipe. As boas notícias ficam por conta dos retornos do volante William, recuperado, além dos meias Rafinha e Robinho, que cumpriram suspensão automática na derrota par ao Corinthians, no último final de semana.
As constantes modificações por conta de lesões e suspensões, segundo o treinador, podem até atrapalhar, mas se quem estiver disposto a brigar por espaço no time e agarrar a chance tem tudo para subir de produção. “Quem não está jogando está treinando muito, se preparando para uma oportunidade, e a gente tem levado isso para o campo”, finalizou