Juntando os compromissos do Campeonato Brasileiro e da Copa Sul-americana, o Vasco não vence há oito partidas. O último triunfo da equipe de São Januário foi no dia 27 de agosto, contra o Internacional, no Beira-Rio, justamente o jogo que marcou a despedida do atacante Edílson do clube. Desde então, o time empatou seis vezes e perdeu as outras duas partidas.
Em sua passagem pelo Vasco, Edílson marcou poucos gols e não chegou a conquistar a torcida, mas sua experiência parece estar fazendo falta ao time de São Januário. O Capetinha rescindiu seu contrato alegando ter uma proposta irrecusável, mas pouco depois confirmou que estava enfrentando problemas em São Januário e preferiu sair. Segundo alguns boatos, Edílson e o técnico Renato Gaúcho não mantinham um bom relacionamento.
Desde a saída de Edílson, Renato Gaúcho tem sofrido para escolher um companheiro para Jean no ataque. Faioli não aproveitou as oportunidades que teve e foi barrado. Leandro Amaral, contratado há cerca de dez dias, ainda trabalha para se condicionar fisicamente, pois ficou mais de quatro meses sem atuar.
Com isso, Jean tem atuado isolado no setor nas últimas partidas. “Eu sou um jogador de características leve e não posso ficar jogando lá de centroavante. O sistema de jogo que o Vasco tem jogado não me favorece muito. O Vasco não está em um grande momento, mas não pode se desesperar. Temos que ter maturidade para sair desta situação”, afirmou Jean.
Já eliminado da Copa Sul-americana, o Vasco concentra sua forças no Brasileiro, onde fechou a 26ª rodada na sexta colocação, fora da zona de classificação para a Libertadores do ano que vem. Apesar disso, o treinador diz que não há motivo para desespero.
“Para chegarmos na Libertadores do ano que vem, precisamos de uma coisa: inteligência. E inteligência tenho de sobra. Nós vamos dar a arrancada na hora certa, podem ter certeza disso. Eu não posso achar que vou conseguir a vaga para a Libertadores em um ou dois jogos. Ainda faltam 12 jogos e não adianta estar na zona de classificação agora. Tem que estar na hora certa”, filosofou Renato.
No último domingo, o Vasco completou seu sexto empate seguido no Brasileiro e saiu vaiado de campo contra o Botafogo. Se em outras partidas, o técnico elogiou sua equipe, desta vez Renato admitiu que seus comandados não estiveram bem. “enho que ser sincero, o Vasco não fez a mesma apresentação do que contra o Corinthians. Tive um jogador expulso (Carlão, aos 24 do segundo tempo) e a obrigação de vencer ficou com o Botafogo, que está quatro pontos atrás de nossa equipe”, explicou Renato Gaúcho.
Os protestos da torcida também foram minimizados por Renato Gaúcho, que garantiu não se intimidar com a pressão vinda das arquibancadas. “Eu entendo o fato do torcedor ficar chateado, mas não podemos agir com o coração. Somos sexto na classificação com o mesmo elenco do ano passado, quando brigávamos para não cair”, justificou.
A oportunidade para o Vasco quebrar a série de empates será no dia 4 de outubro, contra o São Paulo, no Morumbi. Neste jogo, o desfalque vascaíno será o zagueiro Carlão, expulso contra o Botafogo. Paulão, Jorge Luiz e até mesmo o argentino Emiliano Dudar devem brigar por uma vaga ao lado de Fábio Braz.
Confirmado, o goleiro Cássio garante que o Vasco entrará em campo sem medo do líder do Brasileiro, São Paulo. “A gente trabalha para vencer sempre, em qualquer partida. O futebol brasileiro está muito nivelado e temos que trabalhar muito para conquistarmos o nosso objetivo no final da competição”, disse Cássio, que se reapresenta com seus companheiros na manhã desta terça-feira, em São Januário.