
Imagina um time grande com a obrigação de vencer para tentar sair o quanto antes da zona de rebaixamento. Ele entrará em campo, de forma ofensiva, atacando a todo o instante, mas sem se descuidar da defesa. Certo? Não para o técnico do Vasco Adilson Batista. Ontem, no Pacaembu, o desesperado Gigante da Colina ficou no empate sem gols com o “já de férias” Corinthians, e não deu um susto sequer no gol de Walter, arqueiro do Timão.
Isso porque o time de São Januário entrou em campo com três zagueiros – por opção do treinador, pois o único desfalque foi o volante Pedro Ken –, e se complicou ainda mais na luta para não ser rebaixado para a Série B do Brasileiro, pela segunda vez na história.
Com 38 pontos, os cariocas estão a três pontos do Coritiba, primeira equipe fora da zona de rebaixamento e com pior número de vitórias, gols a favor e saldo.
Para piorar ainda mais a situação, quando o jogo já tinha acabado, a torcida fechou a cara de vez ao ouvir que o Fluminense, concorrente direto contra a queda, tinha virado a partida diante do São Paulo.
Na saída de campo, o jovem Marlone estava sem graça, titubeou em dizer que o empate foi ruim. Parou, pensou e foi um pouco político. “Não foi um bom resultado. Na nossa situação, precisávamos vencer. Mas esse um ponto contra o Corinthians fora de casa pode fazer a diferença no final do campeonato”, disse, bastante abatido.
Do lado corintiano, o meia Danilo foi bem consciente e disse que o jogo de ontem representou bem a passagem do Timão neste Brasileirão. “Temos uma defesa forte, levamos poucos gols. Nossa equipe cria pouco, mas não se compara ao fraco poder de finalização. Sei que criamos pouco, mas o pior é a pontaria”, desabafou o jogador, que entrou apenas no segundo tempo.
Próximos jogos
O campeão Cruzeiro é o adversário do Vasco, sábado, às 19h30, no Maracanã, enquanto o Corinthians visita o Flamengo, no dia seguinte, às 17h, também no principal palco do Rio de Janeiro.