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Futebol

Valdívia sofre microlesão na coxa e pode perder reta final da temporada

Arquivo Geral

12/11/2010 21h22

Depois de jogar apenas 16 minutos na última quarta-feira, durante duelo do Palmeiras contra o Atlético-MG pela Copa Sul-americana, o meia Valdívia corre o risco de não entrar mais em campo na reta final da temporada. Nesta sexta-feira, o departamento médico do clube confirmou que o atleta sofreu nova lesão na coxa esquerda e que, apesar de mínima, deve afastá-lo dos gramados, inicialmente, por período de três a quatro semanas.

 

“A lesão não é grande: tem menos de meio centímetro, com um edema e um pequeno sangramento. Acho ruim, em relação do feedback recente, estabelecer um prazo de retorno. Em circunstância normais, é para três ou quatro semanas. Vamos ter que esperar que ele melhore a dor, faça fortalecimento e volte a treinar para ter uma noção disso”, disse o médico Rubens Sampaio, sem garantir presença do atleta na reta final da competição sul-americana.

“Temos que trabalhar em relação às circunstâncias da melhora dele, sem fazer conta para o final da temporada. Eventualmente, talvez ele não retorne esse ano. Só ano que vem”, continuou. O médico afirmou que não é possível estabelecer relação entre a fibrose e a nova lesão, embora tenham ocorrido em músculos da parte posterior da coxa esquerda que têm a mesma função: de propulsão, aceleração.

Os problemas do chileno com a fibrose começaram no clássico contra o Corinthians, quando retornou recuperado, mas ficou menos de 30 minutos em campo. Já no duelo de ida contra o Atlético-MG, ficou ainda menos tempo em campo. A comissão técnica esperava recuperação plena para o jogo de quarta-feira, no qual Valdívia foi titular. No entanto, acabou dando indícios de dor ainda aos nove minutos de confronto.

Para Rubens Sampaio, mandar o atleta a campo no sacrifício ainda não é uma opção. “Tem gente que administra muito as dores. O Marcão é um cara que tem o limiar de dor lá em cima: é capaz de suportar condições que fizeram com que chegasse aos 37 anos com uma série de lesões graves. Outros atletas têm limiar de dor mais baixo. Não é uma coisa que o cara aprende. Não dá para ensinar isso ao atleta”, complementou.

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