Embora o resultado contra o Atlético-MG tenha sido bom, o desembarque do Palmeiras nesta quinta-feira no Aeroporto de Congonhas foi cercado de um clima de mal-estar por um motivo que não é novo: a fibrose na região posterior da coxa esquerda de Valdívia. Como ficou em silêncio na noite anterior, nos vestiários da Arena do Jacaré, o médico Otávio Vilhena assegurou que o atleta finalmente vai ganhar um tempo para resolver a contusão.
“Ele vai tratar e volta quando estiver bem, é isso que tenho para falar”, discursou o médico. “No próximo jogo (contra o Goiás, sábado, pelo Brasileiro), o Valdívia não vai atuar, depois não sabemos”, emendou.
O Palmeiras confia na evolução de Valdívia até o encontro de volta contra o Atlético-MG, pela Copa Sul-americana. A partida, marcada para o Pacaembu, será realizada apenas no dia 10 de novembro. Neste período, o Mago fará tratamento intensivo.
Para Otávio Vilhena, há um claro desconforto em tratar de um possível sacrifício de Valdívia nas últimas partidas. Diante do Atlético-MG, o meia demonstrou dificuldades de movimentação no aquecimento e acabou substituído após 18 minutos. “A gente conduziu esse assunto de maneira razoável pelas necessidades que tivemos”, disse.
Contudo, além de pensar na reabilitação plena, o médico também é obrigado a administrar o desejo do atleta em participar de um momento decisivo de seu clube. “Todo jogador tem vontade de jogar, é a profissão dele, faz parte”, ressaltou Otávio Vilhena.
Proibição? – Nos vestiários em Sete Lagoas, Felipão demonstrou muita irritação pela situação de Valdívia e chegou a distribuir ofensas aos jornalistas. Aliás, surgiu a informação de que o técnico teria proibido a palavra do departamento médico sobre a situação do atleta. “Essa pergunta eu não vou responder”, despistou Otávio Vilhena