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Futebol

Valcke se diz perseguido e nega culpa em escândalo envolvendo Copa de 2010

Arquivo Geral

10/06/2015 12h01

Um dos apontados por supostamente receber suborno para que a Copa do Mundo de 2010 fosse realizada na África do Sul, Jérôme Valcke se defendeu nesta quarta-feira. O secretário-geral da Fifa não nega o repasse de U$ 10 milhões (cerca de R$ 30 mi) feito pela África do Sul à Concacaf, mas assegura inocência neste processo.

“Não era dinheiro da Fifa. Era um pedido das autoridades sul-africanas. Desde que esteja de acordo com as regras, é algo que fazemos”, reconhece Valcke, que se diz perseguido em meio às investigações que desenterram escândalos na Fifa. “Vocês (jornalistas) decidiram que, depois de Joseph Blatter, a cabeça a ser cortada é a minha. Tudo bem, mas não digam que é devido aos 10 milhões de dólares”, dispara, irritado.

Segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, autoridades da África do Sul não identificadas pagaram a quantia à Concacaf para receber os votos da entidade na escolha do país-sede do Mundial de 2010. A Fifa nega, alegando que o dinheiro foi usado para desenvolver o futebol na região centroamericana.

O problema é que a investigação prova que o ex-presidente da Concacaf, Jack Warner, movimentou pessoalmente os 10 milhões de dólares. Ele é um dos 14 indiciados pela Justiça dos EUA por corrupção. O esquema deflagrado, segundo Valcke, não tem a ver consigo.

“Assino muitos contratos, todos tem a assinatura do secretário-geral. Mas não é porque eu assino que serei responsável pelo que as pessoas fazem no mundo inteiro”, alega Valcke, que só pretende dar explicações ao próprio pai para explicar a ele os acontecimentos da última semana.

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