Haland Guilarde
Especial para o Jornal de Brasília
O imbróglio que resultou no cancelamento da Fórmula Indy em Brasília não afetou apenas os envolvidos na prova internacional. Embora ainda se alongue a discussão sobre quem irá arcar com a multa de US$ 70 milhões devido ao distrato, outro grande problema ficou para os usuários do autódromo.
Confirmada a paralisação da reforma – ontem pela manhã todas as máquinas estavam desligadas e os funcionários sendo dispensados –, o local está simplesmente inutilizado. O novo asfalto preenche quase 60% do circuito, mas não é margeado por itens de segurança. Os 40% restantes, ainda aguardam reparos. Também não há mais boxes.
Provas de motovelocidade, automobilismo, ciclismo e quaisquer outras atividades que dependiam do espaço estão sem previsão de retorno. “O autódromo não é só Fórmula Indy. Aliás, é bem mais utilizado na semana do que o próprio fim de semana”, critica Cláudio Ferrari, diretor da Capital Racing, a promotora de eventos do local.
Reação
Um dia depois de saber do cancelamento da F-Indy, o presidente da Federação de Motovelocidade do Distrito Federal (FMDF), Carlos Senise, foi recebido no gabinete do deputado Júlio Ribeiro (PRB), que protocolou a criação de uma Frente Parlamentar do Esporte.
Senise pediu apoio para que o autódromo tenha condições mínimas de uso. “Não queremos nada demais. O asfalto já está 60% pronto, falta pouco. Uma etapa do Brasileiro de Superbike Séries está marcada. Se houver garantia (de reforma básica) até maio, podemos ajustar o calendário”, frisou Senise.