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Futebol

Uruguai: Para se firmar de vez

Arquivo Geral

20/05/2013 10h00

Desde a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, o Uruguai tem mostrado muita força dentro das quatro linhas. A quarta colocação no Mundial seria o começo do sucesso de uma seleção que teve como último grande ato anterior uma semifinal na Copa de 1970, no México. Sob a capitania do zagueiro Diego Lugano, ex-São Paulo, a consolidação da volta da Celeste Olímpica se deu na Copa América de 2011, disputada na Argentina. 

 

A competição marcada pelo desastre canarinho, quando o Brasil foi eliminado nos pênaltis pelo Paraguai, também foi marcada pela eliminação dos donos da casa pelo próprio Uruguai, um adversário histórico. No torneio, foram seis jogos e nenhuma derrota, além de não tomar gols na semifinal e na final, consolidando o clube como o maior vencedor da competição, com 15 títulos.

 

O treinador Óscar Tabárez é o grande organizador do time. O técnico está há sete anos no cargo e remontou uma estrutura falida no país. Na Copa das Confederações, os uruguaios buscarão o único prêmio que falta em sua galeria de troféus. Os charrua só participaram do evento-teste da Fifa uma vez, em 1997, na Arábia Saudita, quando quando acabaram no quarto lugar. 

 

Nova cara

De quatro em quatro anos, ciclos se encerram e se iniciam em todas as seleções. A geração uruguaia que foi à África do Sul parecia que se encerraria já na Copa América de 2011, porém, Tabárez tem mostrado porque é tido como o principal responsável pelo ressurgimento do futebol uruguaio. Lugano, Diego Forlán (Internacional) e Arévalo Rios (ex-Botafogo), são exemplos de veteranos da equipe. Mas nem por isso os mais jovens deixaram de ganhar espaço. No meio, surgiram novos nomes, como Gastón Ramirez e o botafoguense Nicolás Lodeiro.

 

Em casa

Mas não serão só eles que se sentirão à vontade por aqui. Mesmo após 63 anos, os brasileiros ainda remoem a derrota histórica por 2 x 1, na final da Copa do Mundo disputada aqui. Em grupos diferentes, as duas seleções só poderão se encontrar nas fases semifinal ou final. Sem querer criar comparações, o técnico Tabárez garante não sentir-se obrigado a revalidar a façanha. 

 

“O que enaltece o Uruguai de 1950 são as condições em que ganhou, já que não era inferior ao Brasil futebolisticamente. Agora as coisas mudaram, já não é mais assim”, comentou o técnico em entrevista à Fifa. 

 

A hora da confirmação 

Em 2013, o Uruguai está no Grupo B, ao lado da campeã mundial e europeia Espanha, além de Nigéria e Taiti. Porém, o momento da Celeste na busca por uma vaga na Copa do Mundo no Brasil não está fácil. O Uruguai está em sexto lugar nas Eliminatórias. 

 

“Será uma questão de preparar-se bem. E nisso temos um pouco de experiência: não podemos nos iludir demais nem ser pessimistas de antemão”, afirmou.

 

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