“Cara! Que lindo isso aqui. Parece que estou no Maracanã”, compara Hudson Lima. Brasília, definitivamente, provou que aqui a presença da Nação Rubro-Negra é de se destacar. Ao caminhar pelas ruas do Eixão pôde-se perceber o mar preto e vermelho que tinha o ponto de encontro nos portões do Estádio Nacional Mané Garrincha, palco do duelo entre Santos x Flamengo, na tarde de ontem que reuniu mais de 63 mil pessoas. Cerca de 80% delas eram torcedoras do time carioca.
O placar não saiu do 0 x 0, mas o que chamou a atenção foi o barulho quase ensurdecedor da torcida rubro-negra, que não se calou um minuto sequer. “Trouxe o meu filho e coitado! Tá perdidinho, mas soube fazer a ola junto com todo mundo”, brinca Lucas da Silva, com o filho de 5 anos.
Parabéns inéditos
Estádio lotado, torcida em peso e muita gente feliz. Além de todos estes ingredientes, João Avelar fez questão de parabenizar alguém fora do comum. “Quero agradecer ao sonoplasta que, no intervalo, animou todo mundo ao som de ‘Conga la conga’, da Gretchen.”
Praticamente uma torcida
O grito do gol flamenguista quase saiu por algumas vezes, mas o clima do jogo esquentou mesmo quando o santista Cícero e o rubro-negro Renato Abreu resolveram se desentender e por pouco a siatuação não ficou feia.
A torcida majoritária presente ao Mané Garrincha não se calou e tratou de cantar músicas que alfinetavam o time do Peixe.
Atrasadinhos
“Ué, cadê a torcida do Santos? Porque até agora o Fla está dominando geral”, disse Lúcio da Silva ao perceber apenas alguns gatos pingados espalhados pelas cadeiras do Estádio. Uma torcida organizada do time paulista chegou na metade do primeiro tempo e logo se acumulou num pequeno quadrado atrás do gol. Escoltados pelo batalhão de choque da PM e por voluntários, o fato destruiu o conceito de que todos os torcedores estariam misturados.
Segundo a própria organização e Secopa, a decisão foi tomada para garantir a segurança. (K.M.O.)