Petronilo Oliveira
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Dar uma arrancada, driblar um dos melhores zagueiros do Brasil (Dedé) em um clássico com o Vasco e fazer um belo gol na vitória de seu time por 4 x 2. Ser o destaque, dar duas assistências e assinar uma pintura na goleada por 4 x 0, diante do Friburguense. Além disso tudo, ter seu nome gritado pela apaixonada, porém exigente, torcida do Flamengo, e ainda ser exaltado, em comparação com Neymar, o craque do Santos. Tudo isso tem ocorrido com Rafinha, revelado pelo CFZ e, ainda nas categorias de base, negociado com o Rubro-Negro.
Mesmo com o seu 1,64m de altura, o baixinho habilidoso parece não se deixar levar pela fama repentina – grande mal da maioria dos garotos que começa a ganhar destaque. “O Neymar é um craque. Estou fazendo o meu trabalho. Ainda tenho que comer muito arroz com feijão”. Assim é evidenciada a simplicidade da grata surpresa do time da Gávea para 2013.
Surpresa? Não para todos. Técnico do Flamengo na Copa São Paulo de Futebol Juniores, Paulo Henrique conversou com o Jornal de Brasília e deu seu parecer sobre o presente e o futuro do atacante. “Ele é diferente dos demais. O Flamengo está quase renovando com o Rafinha, o salário vai aumentar, mas duvido que ele vá correndo para comprar um carro, uma corrente com o valor de mais de R$ 1 mil, como a maioria faz. O Rafinha é centrado, humilde e focado”, elogiou o ex-treinador do Urubuzinho.
Casos diferentes
Naquela mesma competição, ocorrida no interior de São Paulo, surgiram outros possíveis craques para o profissional do Flamengo. Negueba fora emprestado pelo São Paulo e não caiu nas graças da torcida. Adryan é habilidoso, mas é irregular – alterna boas e más partidas. Thomás fez com que o seu sucesso subisse à cabeça e foi barrado pelo técnico Dorival Júnior em 2012.
“Alguns jogadores não conseguem se manter porque sobem cedo demais e não aceitam voltar para a base. Isso não é um castigo, faz parte da evolução. O Rafinha subiu na hora certa e o Dorival faz bem o papel de blindagem sobre o garoto”, argumenta Paulo Henrique.
Além da comissão técnica do Flamengo, o treinador de Rafinha na categoria de base conhece a fundo as pessoas com quem a revelação do Urubu trabalha. “Ele tem uma assessoria muito boa. Até mesmo a parte psicólogica do garoto está sendo bem trabalhada. O Rafinha é um cara de família boa”, decreta o ex-treinador do Fla.