Com início marcado para esta quinta-feira em Dusseldorf, na Alemanha, o Congresso Ordinário da Uefa elegerá o novo presidente da entidade máxima do futebol europeu, em pleito marcado para esta sexta-feira. Concorrente de Lennart Johansson, o francês Michel Platini tenta quebrar o domínio do sueco na entidade que dura desde 1990.
O Congresso começa na tarde desta quinta-feira, com discursos dos dirigentes e entrega de premiações. Na sexta-feira, terá início a votação com os delegados das 52 federações dos países-membros da Uefa. Em seguida, serão designados os ocupantes de outros cargos executivos da entidade, como o posto de vice-presidente.
A experiência de Johansson se confronta com o ímpeto de Platini em fazer mudanças no organismo que controla o futebol do Velho Continente. Ambos os candidatos têm mantido um bate-boca acirrado nos últimos meses, com ataques que procuram deixar claro a diferença de visão entre eles.
Enquanto Johansson defende a continuidade na estrutura administrativa da entidade, Platini prevê em seu mandato várias reformas, sendo que uma das principais diz respeito à diminuição do número das vagas na Copa dos Campeões para os times de países com ligas mais forte, dando assim espaço para as equipes de países menos expressivos.
“Minha idéia é reduzir o número de equipes dos países mais potentes. Três representantes seria o suficiente, assim os demais teriam mais oportunidades. A grandeza do futebol está em sua universalidade”, assegura o francês. Entretanto, o sueco já manisfeitou sua contrariedade a essa meta.
“Não podemos nos dar ao luxo de experimentar com competições com a Copa dos Campeões. Devemos fortalecer o diálogo que temos com a União Européia e as autoridades políticas para proteger nosso esporte”, defendeu Johansson. Atualmente, Itália e Espanha, por exemplo, têm dois times garantidos na fase de grupos e mais dois na etapa eliminatória da Champions.
O presidente da Fifa, Joseph Blatter, apesar de não querer interferir diretamente na disputa, manifestou na última semana seu apoio à Platini, a quem considera um amigo. “Em meu coração, eu sou um futebolista e não me envergonho em mostrar minha predileção por Platini”, afirmou o dirigente, que também veria uma forma de amortecer a força de Johansson, que foi seu opositor na eleição à presidência da Fifa.
“Está claro que quando se quer competir em alto nível, há uma certa idade que já não permite mais um homem cumprir com esse objetivo”, disse Blatter, em referência à idade de Johansson que tem 77 anos. O sueco se mostrou surpreso com as declarações do presidente da Fifa. “O presidente da Fifa me fez uma ligação urgente para que eu tentasse minha reeleição e me ofereceu respaldo. Ele expressou claramente que está de acordo comigo de que a Uefa se beneficiaria com mais um período de continuidade, que por sinal é um tema bastante importante de minha campanha”, explicou o sueco.