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Futebol

Truques demais e futebol de menos fazem duelo ficar empatado

Arquivo Geral

08/02/2013 9h27

Marcus Eduardo Pereira e Rafael Moura

torcida@jornaldebrasilia.com.br

 

 

Bezerrão lotado, bela festa de ambas as torcidas, rivalidade à flor da pele entre os dois clubes mais famosos da capital… Mas faltou algo: o futebol. O empate por 1 x 1 entre Gama e Brasiliense foi um verdadeiro sonífero para quem se animou em ir ao estádio às vésperas do carnaval.

 

Ao entrar em campo, o Alviverde apresentou modificações intrigantes. As numerações costumeiras dos jogadores foram trocadas para confundir o arquirrival. Além disso, Sabino, tido como ausente pelo treinador Vitor Hugo,  entrou como titular.

 

Os truques, no entanto, não surtiram efeito. Com um primeiro tempo pavoroso, o time do Gama não conseguiu desenvolver nenhuma jogada e viu o Jacaré tomar as rédeas da partida. Prova disso é que a batalha travada entre o arqueiro do Periquito e o meia Baiano, o destaque da partida, foi o ponto alto do jogo.

 

O camisa cinco do Jacaré calibrou o pé a cada cobrança de falta. E o pé certeiro do meia foi o responsável por fazer o cruzamento na cabeça de Washington, que abriu o marcador já no segundo tempo. O gol acordou o Gama, que empatou em cobrança de pênalti, com Luis Carlos. “Sabíamos que seria um jogo duro, mas não podemos cometer um pênalti como esse ganhando o jogo”, lamentou Baiano.

 

Lamentável

Até os 41 minutos do primeiro tempo, vários torcedores sofriam para comprar ingressos. Com um sistema péssimo de distribuição – foi colocado apenas um ponto de venda no Gama durante a semana –, as pessoas deixaram para última hora para adquirir o bilhete e acabaram perdendo quase a metade do clássico. 

 

Humor, matemática e cutucada

Com menor investimento, mas jogando em casa – Estádio Bezerrão, com mais de oito mil pagantes, o Gama teve que correr atrás do placar para não deixar o campo derrotado pela trupe amarela. O inimigo abriu o marcador com o atacante Washington, mas Luiz Carlos demorou apenas 14 minutos para deixar tudo igual.

 

“Fizemos um jogo bom. Agora, é pensar no Unaí, que é nosso próximo adversário. O pior é que começamos mal. Fomos inferiores no primeiro tempo, mas o resultado foi justo”, disse o meio-campista da trupe Alviverde.

 

O veterano meio-campista da trupe do Ninho do Periquito ainda elogiou a diretoria gamense. “Desta vez, eles acertaram na mão. Pois pensaram como deveria pensar todos os dirigentes. Posso dizer que o Gama hoje tem um elenco e não apenas um time como ocorreu em anos anteriores. Por isso, conseguimos mudar a cara dos jogos no tempo final”, elogiou o camisa 16.

 

Ironia e matemática

Ao pegar a escalação do Gama antes de entrar em campo, a maioria das pessoas ficou confusa. O técnico Vítor Hugo colocou o time com uma numeração diferente para tentar ludibriar o Brasiliense. Ao fim da partida, indagado pela reportagem do Jornal de Brasília sobre o porquê da surpresa, o comandante do Alviverde foi irônico ao explicar: “Foi uma cigana que me disse para fazer isso e botar essa número, aí eu mudei”, brincou. Sobre o jogo contra o Unaí, na próxima rodada, Vítor Hugo usou novamente do sarcasmo. “Vou consultar a cigana novamente para decidir qual vai ser a numeração”, sorriu.

 

Faltam dois jogos para acabar a primeira fase do primeiro turno do Gama. Ou seja, seis pontos, ainda serão disputados. “Se fizermos quatro pontos, estaremos nas semifinais da competição. O time do Brasiliense é forte. Não posso reclamar da minha equipe. Todos estão de parabéns”. O Alviverde está em quarto com um ponto a menos do que o vice-líder Ceilândia. 

 

O técnico elogiou a torcida verde e criticou a amarela,. “É claro que fazia falta no Brasiliense. A nossa é apaixonada demais.

 

Gol sofrido gera reclamação

Ao final do jogo, o sentimento de derrota tomava a expressão do treinador Marcio Fernandes, que acredita ter sido prejudicado pela arbitragem. “O Raposo hoje (ontem) estava muito rigoroso para o nosso lado. Qualquer coisa ele marcava falta”, lamentou.

 

Ciente de que sua equipe teve a superioridade na partida, o comandante do Jacaré também reclamou da sorte. “Merecíamos mais sorte no jogo, pois mandamos do começo ao fim.”

 

Na saída para os vestiários, as reclamações eram diversas por parte do Brasiliense, mas o trio de arbitragem saiu sem maiores problemas. Uma das queixas era com a atitude de Washington. Ao fazer o gol, ele se ajoelhou em frente a torcida do Gama e logo tomou um cartão amarelo – na visão do árbitro, o jogador provocou a torcida adversária. “Algumas faltas que fazíamos eram penalizadas, enquanto que o Gama fazia o mesmo tipo de jogada e nada acontecia”, desabafou o técnico Marcio Fernandes.

 

Nos minutos finais da partida, Abraão Lincoln marcou de cabeça, mas a jogada foi anulada por conta de um impedimento duvidoso do jogador. “Quando cruzei para Abraão, eu tinha certeza que ele estava em posição legal”, disse Baiano, que teve a mesma impressão de seu treinador. “É difícil falar de onde eu estava, mas acredito que o Abraão não estava impedido”, emendou.

 

Perguntado se um próximo resultado que não a vitória pode custar a sua cabeça como treinador, Marcio foi sucinto. “Acho que vocês da imprensa enxergam coisas que os outros não veem”, disparou.

 

Os outros jogos

Na tarde de ontem, o Capital recebeu o Luziânia e pouco mais de quarenta corajosos foram ao Cave ver Nelisson fazer 1 x 0 sobre os donos da casa.

 

No mesmo horário do clássico, o Ceilandense começou perdendo para o Legião, mas conseguiu empatar no final por 2 x 2, no Estádio Serejão.

 

No fim de semana dois jogos concluem a quarta rodada do campeonato. Ceilândia x Sobradinho e Brazlândia x Unaí, na Chapadinha. 

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    torcida@jornaldebrasilia.com.br

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    Os truques, no entanto, não surtiram efeito. Com um primeiro tempo pavoroso, o time do Gama não conseguiu desenvolver nenhuma jogada e viu o Jacaré tomar as rédeas da partida. Prova disso é que a batalha travada entre o arqueiro do Periquito e o meia Baiano, o destaque da partida, foi o ponto alto do jogo.

    O camisa cinco do Jacaré calibrou o pé a cada cobrança de falta. E o pé certeiro do meia foi o responsável por fazer o cruzamento na cabeça de Washington, que abriu o marcador já no segundo tempo. O gol acordou o Gama, que empatou em cobrança de pênalti, com Luis Carlos. “Sabíamos que seria um jogo duro, mas não podemos cometer um pênalti como esse ganhando o jogo”, lamentou Baiano.

     

    Lamentável

    Até os 41 minutos do primeiro tempo, vários torcedores sofriam para comprar ingressos. Com um sistema péssimo de distribuição – foi colocado apenas um ponto de venda no Gama durante a semana –, as pessoas deixaram para última hora para adquirir o bilhete e acabaram perdendo quase a metade do clássico.

     

    Leia mais na edição desta sexta-feira (8), do Jornal de Brasília.

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