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Futebol

Trípodi se diz mais confiante após marcar pelo Santos

Arquivo Geral

19/04/2008 0h00

Os dias subseqüentes à quarta-feira em que marcou o gol da classificação do Santos à fase de mata-mata da Copa Libertadores são incomuns na carreira do argentino Mariano Trípodi. Enquanto ele lida com assédio de torcedores e imprensa no Brasil, seu pais recebem incontáveis telefonemas de amigos em Buenos Aires.


Foi o primeiro gol de Trípodi com a camisa do Santos, o suficiente para ele esquecer o receio de alguns sobre sua qualidade. “Agora, terei mais confiança para continuar o meu trabalho, assim como grupo confiará mais em mim também. Preciso continuar treinando forte para ganhar mais oportunidades na equipe”, comentou.


Ao lado do meia colombiano Molina, que já caiu nas graças de Emerson Leão e dos santistas, Trípodi foi um dos estrangeiros que mais chances receberam entre os titulares à época da aposta do presidente Marcelo Teixeira no mercado sul-americano. Acabou preterido pelo chileno Sebastián Pinto, que deixou a Vila Belmiro irritado com o treinador.


Na quarta-feira, Trípodi conseguiu dar motivos para Leão se defender até mesmo das críticas contra si. “O Mariano marcou um gol importante. Isso que dá os caras me xingarem o tempo todo porque o coloquei em campo”, tripudiou o comandante santista, que se acostumou a chamar o argentino pelo primeiro nome. Nos primeiros dias de Mariano na Vila, Leão mal sabia pronunciar “Trípodi”.


Extasiado com o bom momento, o atacante passará a folga de três dias concedida ao elenco do Santos em Buenos Aires. Ao deixar o CT Rei Pelé, já sonhava em repetir os feitos de um compatriota com quem Leão se desentendeu. “É magnífico o que o Tevez fez no Corinthians. Tento copiá-lo”, avisou, ressalvando que também se espelha nos brasileiros Adriano e Ronaldo.


Resta saber, entretanto, se o futuro de Trípodi será não como o dos atacantes consagrados que ele admira, mas como o do ex-companheiro Sebastián Pinto. Após também marcar um gol importante, no clássico contra o Corinthians, o chileno igualmente vivia dias de herói e falava em confiança e afirmação. Pouco depois, demitiu-se.



 

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