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Futebol

Tricolor se apoia em viradas na Europa para acreditar em vaga

Arquivo Geral

23/10/2015 7h45

O São Paulo não consegue achar muitos motivos para acreditar em uma virada diante do Santos na semifinal da Copa do Brasil, rival que venceu por 3 a 1 o duelo no Morumbi e não perde em mata-matas para o Tricolor desde 2000, o Tricolor se apoia em conquistas de seus membros no futebol europeu para manter viva a esperança de passar. Ao menos esse foi o discurso adotado pelo técnico Doriva e pelo atacante Alexandre Pato.

“Eu nunca desisti de nada na minha vida”, disse o treinador, relembrando da campanha do Middlesbrough-ING, clube pelo qual atuou como jogador entre 2002 e 2006, na Liga Europa de sua última temporada na Inglaterra. Na ocasião, os britânicos tiveram de superar uma revés de 3 a 0 tanto nas quartas quanto na semifinal, mas acabaram alcançando a decisão do torneio.

Nas quartas, perderam por 2 a 0 para o Basel, na Suíça, além de tomarem 1 a 0 logo aos 23 minutos de bola rolando, em casa. Depois, no entanto, conseguiram embalar uma reação impressionante, coroada com o gol de Maccarone, já nos acréscimos da etapa final, que selou o triunfo por 4 a 1.

Já nas semis, o duelo contra o Steaua, em Bucareste, na Romênia, terminou 1 a 0 para os rivais. Na Inglaterra, o cenário ficou tenebroso: 2 a 0 com 20 minutos de bola rolando, e mais uma vez a necessidade de fazer quatro gols. Nada que impedisse um cenário semelhante ao da fase anterior: outra grande reação coroada com um gol de Maccarone no final, dessa vez um pouco antes, aos 44 minutos do segundo tempo.

“Vamos acreditar, jogar o Brasileiro e acreditar na Copa do Brasil até o fim. Sabemos que é difícil, mas que, se a gente reverter, vai ficar muito forte e vai buscar o título. Vai ser o discurso de acreditar até o fim”, apontou o comandante, que não teve grande participação nas viradas do Middlesbrough. Fora do banco na primeira, ele, volante marcador, ficou apenas entre os reservas na segunda oportunidade.

Pato, por sua vez, buscou em uma eliminação o exemplo para não deixar de acreditar. O camisa 7 recordou a lendária final da Liga dos Campeões de 2004/05, quando o Liverpool saiu perdendo por 3 a 0 para o Milan, buscou o empate e conseguiu se sagrar campeão na cobrança de pênaltis.

“Sabemos que é um resultado muito difícil de reverter, vai ser complicado fazer três gols lá, mas presenciei muitas coisas nas quais grandes surpresas aconteceram. Por exemplo, cheguei no Milan um ano depois da final em que o Milan ganhava de 3 a 0 no primeiro tempo e o Liverpool voltou do vestiário, empatou e ganhou a Liga dos Campeões”, relatou o camisa 7, que, na verdade, desembarcou em Milão duas temporadas após o duelos.

Caso consiga repetir os feitos do exemplos europeus, no entanto, o Tricolor certamente conseguirá a vaga. Diante de um rival que soma 13 vitórias seguidas em seus domínios, o time tem de marcar ao menos três gols e, com eles, estabelecer uma diferença mínima de 2 de saldo. Acontecendo isso, a única forma de não passar à decisão seria perder nos pênaltis após um 3 a 1 no tempo normal.

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