A atual situação dentro e fora de campo no São Paulo é algo completamente novo. Modelo de gestão na última década, o clube se perdeu em 2012. Problemas de relacionamento vazando para a imprensa, contratações ruins… Tudo cai sobre a péssima campanha do time no Brasileiro – atualmente amarga o 17º lugar, na zona de rebaixamento e hoje, fora de prumo, encara o poderoso Bayern de Munique, 15h30, em torneio amistoso.
Uma condição que o ex-gerente de futebol Marco Aurélio Cunha não viveu. Dispensado após problemas com Juvenal Juvêncio, o ex-dirigente explicou ao JBr os motivos da situação do clube. “Foram muitos equívocos nestes três anos. Uma concentração de poder nas mãos de inexperientes. Um poder de decisão na mão dessas pessoas que deixavam de escutar, por exemplo, as áreas técnicas”, avaliou.
Caso Lúcio
A turbulência envolvendo Lúcio exemplifica o pensamento do ex-dirigente. “Foi um grande equívoco a sua contratação. Um jogador de mais idade, que tinha uma imagem muito forte. Porém, para manter seu nível, estava jogando de forma pouco estratégica”, comentou.
Diferentemente do maior ídolo do clube, que tem feito críticas fortes à mídia. “Rogério é um líder e sempre foi assim. Ele se manifesta e, muitas vezes, as pessoas que fazem isso se expõem. Ele faz muito pelo São Paulo”, defendeu Cunha.