A Justiça italiana não aceitou o pedido feito pelo ex-dirigentes da Juventus, Luciano Moggi e Antonio Giraudo, contra as penas impostas pelo envolvimento direto no escândalo do Calciocaos, de compra de jogos no Campeonato Italiano. Os dois cartolas acabaram suspensos do futebol por cinco temporadas e terão de pagar multas se quiserem voltar às suas funções.
Tanto Moggi como Giraudo tiveram participação ativa no escândalo do Calciocaos, flagrados em escutas telefônicas acertando valores e nomes de árbitros, a maioria das vezes com Pierluigi Pairetto, ex-responsável pela escala de árbitros na Federação Italiana de Futebol (FIGC).
Mas ainda não foi desta vez que a pena aos dirigentes será definitiva. A dupla ainda tem duas apelações a serem julgadas nos dias 5 e 7 de setembro pelo Comitê Olímpico Italiano. Nos próximos dias, será a vez da própria Juventus ir ao tribunal na região de Lazio protestar contra o rebaixamento à Série B e a perda dos dois últimos títulos do Italiano.