Um tribunal português decidiu hoje arquivar o processo contra o presidente do Porto, Nuno Pinto da Costa, acusado de “corrupção ativa” pela suposta compra de um árbitro.
Segundo a acusação, parte do chamado caso “Apito Dourado”, o dirigente supostamente teria participado de um esquema com o empresário Antonio Araújo para subornar Augusto Duarte, árbitro da partida entre Nacional e Benfica em 22 de fevereiro de 2004.
O juiz considerou que o processo não tinha uma base sólida, além de provas que envolvessem Pinto da Costa.
“Segundo a Procuradoria, Pinto da Costa estava por trás do acordo do empresário Araújo com o árbitro. Naquele momento do torneio, a diferença entre Benfica e Porto (então primeiro colocado) era de nove pontos, por isso não existia interesse algum em comprar o árbitro”, comentou o juiz.
O escândalo “Apito dourado” veio à tona em março de 2004, depois de a Polícia Judiciária receber uma carta anônima afirmando que os dirigentes da equipe do Gondomar, da segunda divisão B, tentavam subir por meio de subornos.