Todo mundo sabe que, quando se é jovem e a mãe deixa faltar um dia de aula, é porque algo diferente deve ter acontecido. No caso de Bruno Aguiar, de 14 anos, lambusar-se de sangue falso e simular gritos de dor no Ginásio Nilson Nelson marcou o dia surpreendente.
“Eu fiquei sabendo que não iria para aula ontem e me perguntei a noite inteira por quê. Até que hoje minha mãe me explicou que eu viria para cá, agora estou parecendo um zumbi”, brincou o garoto.
Bruno foi uma das 250 pessoas que protagonizaram uma simulação de briga nas arquibancadas do ginásio, com o intuito de testar a operação de evacuação de feridos. O treinamento foi planejado e executado pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), em conjunto com o Corpo de Bombeiros e o Detran. O exercício é promovido desde o ano passado, e tem como objetivo atender as Copas das Confederações e do Mundo.
“Este exercício serve para testar a ferramenta de integração entre os órgãos e também o sistema de remoção de feridos para os hospitais”, afirmou Rodrigo Caseli, coordenador do Samu do Distrito Federal. Os atendimentos serão feitos nos Hospitais de Base, Regional da Asa Norte, Universitário de Brasília e Regional da Asa Sul.
Caseli fez questão de afirmar que para o dia dos jogos de Copa do Mundo, o Samu terá equipes específicas, sem deslocar qualquer atendimento a outras áreas. “Serão equipes extras, montadas para atuação do desastre”, disse. Ao todo, serão dez ambulâncias, mais dez motocicletas, contabilizando cerca de 70 brigadistas. O Corpo de Bombeiros contará com 54 militares.
Susto de Bruno
O jovem Bruno Aguir é filho de uma funcionária do Samu e, por isso, conseguiu se inscrever para atuar como vítima. Mas, como houve uma demora grande para o início da simulação, o jovem que se apresentava com pouca roupa começou a passar mal de verdade no Ginásio Nilson Nelson.
“Eu comecei a sentir frio, estava quase sem camisa e sem tênis”, disse o garoto, acompanhado de um funcionário do Samu, que revelou que o garoto havia tido uma leve hipotermia.
Gramado perto da implantação
Um dos elementos primordiais para a prática do bom futebol é ter um gramado em boas condições para receber uma partida. A administração do Estádio Nacional Mané pretende ter mais do que isso. “Não basta ser bom, tem que ser perfeito”. Este é o lema adotado pelo secretário extraordinário da Copa, Claudio Monteiro.
Segundo ele, a colocação da grama até poderia ser antecipada, mas isso não será feito. Tudo para preservar o “tapete” para a partida de inauguração da arena, em 18 de maio, data do segundo jogo da finalíssima do Campeonato Candango.
“Não existe a possibilidade de erro, não existe margem de erro. Não posso pegar um gramado que será colocado dia 15 (de abril) e colocar um jogo no dia 21. Eu poderia colocar o gramado antes, mas não vou impactar essa joia”, pondera o secretário.
Intempéries
O relvado do Mané Garrincha logo estará em seu lugar, mas os responsáveis pela obra admitem a preocupação com o excesso de chuvas até 15 de abril. Por conta delas, por várias vezes foi adicionada terra ao local onde ficará a grama, para facilitar o trabalho dos operários e a locomoção do maquinários. Contudo, a solução se transformou em problema: 30 centímetros de terra terão de ser removidos para que o campo fique na altura planejada. “Teremos esse trabalho, mas tenho certeza que ficará pronto”, acredita Claudio Monteiro. (R.W. e V.M.)