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Futebol

Treinador se apoia em merecimento para defender escalação da Seleção

Arquivo Geral

17/11/2014 18h53

Dunga fechou a primeira parte do treinamento desta segunda-feira, às vésperas do amistoso contra a Áustria, em Viena, mas já confirmou que vai manter a mesma escalação que goleou a Turquia, por 4 a 0, na última quarta-feira. De acordo com o treinador, apesar da necessidade de testar novos jogadores, sua filosofia de trabalho valoriza primeiramente o que já foi feito pelos atletas.

“Alguns poderiam pensar ou já estão pensando que eu poderia mudar a equipe, mas aqui vale o fator que trabalhamos em equipe. Os jogadores da Seleção Brasileira querem jogar, gostam de jogar, muitos eu tenho que tirar do treinamento no final porque querem continuar. É uma questão psicológica ou emocional, no momento que jogo bem, faço boa partida, o treinador me tira e coloca outro?”, questionou.

O comandante da Seleção Brasileira garantiu que terá bom sendo nas próximas convocações, e assim conseguirá testar todos os jogadores que vem observando nas últimas semanas. Dunga revelou até que ganhou um problema positivo nestes dois amistosos, contra Turquia e Áustria, já que precisou optar por novos jogadores e encontrou bons nomes para servir ao time canarinho.

Por causa da reta final da temporada brasileira, com decisões para a maioria dos times que cedem atletas à Seleção, Dunga preferiu não levar nenhum jogador que atua nos clubes nacionais para os dois amistosos. Desta forma, o treinador apostou em promessas, como Roberto Firmino, que joga no futebol alemão, Fred, Douglas Costa, e Luiz Adriano, do Shakhtar Donetsk.

“Eles sabem da competição que existe dentro da Seleção, é mais do que justo manter quem se sentir seguro. Lógico que dentro da partida vamos dar oportunidade aos outros jogadores. Tem que ter esse senso para ter um balanço, um equilíbrio com os jogadores”, esclareceu o treinador brasileiro, prometendo ainda seguir observando as ligas de maior expressão no futebol mundial.

Na entrevista desta segunda-feira, Dunga revelou ter um bom relacionamento com os treinadores de ponta do futebol europeu e deve explorar isso. “Mesmo antes de ser treinador da Seleção, eu já observava os campeonatos internacionais, a Liga dos Campeões, tomei muito café com treinadores da Europa. E vamos continuar fazendo isso, este é o nosso trabalho”, completou.

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