Em virtude de mais de 140 km de lentidão no trânsito da capital paulista, resultado de manifestação que fechou pistas da Marginal Tietê, parte do elenco do São Paulo e até mesmo o técnico Muricy Ramalho não conseguiram chegar no horário marcado (15h30) para o treino desta sexta-feira.
Jogadores que moram em regiões mais afastadas, como o atacante Osvaldo (que tem casa em um condomínio fechado em Alphaville, na Grande São Paulo), demoraram muito a aparecer no CT da Barra Funda. Outros, com mais sorte, não tiveram o mesmo problema. O zagueiro Paulo Miranda foi um deles.
“Eu cheguei em tempo, porque moro aqui perto. Só lamento (pelos outros), porque vão ter que pagar caixinha. Todo o mundo agradece”, brincou o defensor, referindo-se à punição informal que os atletas recebem quando se atrasam – esse dinheiro é usado no final da temporada para confraternização dos funcionários do clube.
Não foi possível saber com exatidão todos jogadores que sofreram com a lentidão do trânsito, já que, por se tratar da reapresentação do elenco, muitos deles já não deixariam a parte interna do CT. Os únicos a aparecer em campo foram aqueles que não atuaram no empate de quarta-feira com a Universidad Católica, no Morumbi.
“Mas foi bastante, a lista é grande. Osvaldo, João Schmidt. De alguns, eu não posso falar, senão amanhã vão me cobrar, fica difícil”, falou Paulo Miranda, rindo, ao admitir que muitos companheiros ainda estavam presos no congestionamento.
Desde a manhã desta sexta-feira, dezenas de manifestantes impediam a passagem de carros pela Marginal Tietê, o que resultou em tráfego intenso em diversas partes da cidade. O grupo reivindicava por moradias populares na região próxima ao local onde foi realizado o protesto.
O São Paulo faz mais um treino na manhã deste sábado antes de, no dia seguinte, enfrentar o Grêmio, no Morumbi, pelo Campeonato Brasileiro. A derrota na rodada passada freou a reação da equipe, que estacionou na tabela e viu a distância para a zona de rebaixamento diminuir em dois pontos.