O tom de Silas em sua entrevista após o jogo foi tranquilo, escondendo uma certa resignação com o seu momento. Suas declarações foram monotônicas. O treinador do Grêmio manteve a postura do início ao fim de cada frase proferida após o empate por 1 a 1 com o Vasco no Olímpico.
Com o cargo a perigo, o empate, em um jogo disputado em um gramado encharcado, o mantém por mais algum tempo no comando da equipe, dando-lhe sobrevida. “Eles (jogadores) precisavam mostrar para eles mesmos a força que têm. Só sairemos dessa situação se estivermos unidos. O time lutou do jeito que deu”, comentou.
Nada irritou Silas. Nenhuma crítica foi feita. Ele não reclamou das condições em que ocorreu a partida e, nem mesmo, do que seria o gol da vitória gremista ter sido evitado por Titi com a mão. “Bateu na mão, mas não tinha como o Héber (árbitro) ver. Foi muito rápido”, limitou-se a dizer.
Sobre uma possível demissão, o técnico manteve o discurso “despreocupado”, afirmando ter o apoio da direção. “É uma diretoria que batalha comigo desde que cheguei. Não vou abandonar o barco. A diretoria é justa e está abraçada comigo”, afirmou.