Há sete jogos sem vencer, sendo seis derrotas e um empate, o Santo André começa a sofrer pressão da torcida. Os muros do Estádio Bruno José Daniel, o Ramalhão, amanheceram pichados com mensagens de protesto na manhã desta segunda-feira, tendo o meia Marcelinho Carioca como o principal alvo.
O experiente jogador perdeu pênalti logo nos primeiros minutos da partida contra o Náutico, neste sábado, e foi considerado culpado pela derrota por 2 a 1 sofrida. “Fora Marcelinho. Diretoria estamos na Série A”, diz a mensagem grafada nos muros do estádio no ABC Paulista.
“O Marcelinho não é o motivo da situação que atravessamos. Ele teve a infelicidade de perder o pênalti, mas decide para o Santo André com a bola parada e nos lançamentos. Se ele tivesse feito aquele gol contra o Náutico, aos dois minutos, o jogo seria outro”, minimizou Romualdo Magro Júnior, vice-presidente do Santo André, ao Diário do Grande ABC, descartando a saída do meia.
“Isso nunca aconteceu no Santo André. É uma manifestação que nada acrescenta. Marcelinho tem contrato com a gente até o final do ano, e vai cumprir. Vamos procurar as torcidas, porque esse momento é de união”, disse o dirigente, esperando conciliação entre a massa andreense e o clube.
Fato é que o Santo André está em queda livre no Campeonato Brasileiro. As sete partidas sem vitória derrubaram o time na classificação e, se antes brigava por uma vaga no G-4, agora está à beira da zona de rebaixamento – ocupa a 16ª colocação, com 18 pontos em 18 partidas.
Nem mesmo a troca de treinadores, de Sérgio Guedes por Alexandre Gallo, resolveu o problema. “Queremos identificar o que aconteceu com o nosso time nas últimas sete rodadas e se perdemos um pouco o foco. É o momento de pedirmos calma a todos”, complementou Romualdo Magro Júnior.