Marcus Pereira
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A manhã de sábado parecia um pouco diferente das demais no Plano Piloto. Geralmente movimentadas neste período, as ruas se encontravam vazias, talvez pela falta de vontade do brasiliense em assistir à seleção brasileira de futebol, que mesmo chegando à final dos Jogos Olímpicos de Londres, não empolgou muito os torcedores durante a campanha olímpica.
Poucos foram os corajosos que se aventuraram em bares e restaurantes da cidade para acompanhar a peleja que culminou na nossa terceira medalha de prata – após derrota por 2 x 1 para o México –, frustrando quem ainda tinha algum resquício de esperança nos jogadores.
“Uma decepção, né? Esperávamos que pelo menos no futebol o Brasil fizesse algo, ainda mais com um time desses, cheio de jogadores supervalorizados. Mas, novamente, perdemos o ouro”, disse Régis Cordeiro, que assisitia a partida em um tradicional bar de Brasília, acompanhado de um amigo e uma cerveja nitidamente gelada.
A frustração por mais um revés olímpico também estava estampada entre os goles no copo. “Acredito que em 2014 o Brasil não estará preparado para disputar a Copa do Mundo, não tenho confiança nesses jogadores”, observou o torcedor.
Chuva de críticas
Para o corretor de imóveis Luís Santos, não faltaram críticas aos comandados de Mano Menezes. E sobrou até para a política brasileira. “O jogo foi horrível e é assim mesmo. Enquanto o Brasil não investir na educação, vai continuar assim, ganhando 15, 16 medalhas, no máximo”, disparou Luís, sem poupar a entidade máxima do futebol brasileira, a tida como a principal responsável pela situação atual do futebol tupiniquim.
“Para o Brasil melhorar no futebol é só acabar com a CBF e toda essa politicagem e roubalheira. Está meio difícil, mas quem sabe o Neymar cresce mais um pouco, resolve soltar a bola, o Oscar seja bastante trabalhado, e vai que o cara (técnico) convoca o Adryan e o Thomás”, cobrou o torcedor do Flamengo.