Um dia depois de abrir o treino para a torcida no estádio Morenão, em Campo Grande, a seleção brasileira teve problemas com relação aos fãs. Sem a garantia de um efetivo suficiente de policiais para fazer a segurança, os portões foram arrombados três vezes na atividade desta terça-feira, irritando os representantes da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).
Na primeira invasão, através do portão 8 do Morenão, os fãs permaneceram no local por aproximadamente 15 minutos e, aos gritos de “libera”, foram retirados aos poucos pela polícia. Desta vez, o técnico Dunga não abriu mão de sua privacidade com os atletas.
“O importante é que conseguimos contê-los rapidamente. Estamos com um efetivo de cerca de 50 policiais porque pensávamos que seria tranquilo, não imaginávamos que aconteceria isso”, disse o tenente-coronel Francisco de Assis Ovelar, responsável pela segurança do último jogo brasileiro nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010.
A segunda invasão foi meteórica e veio do lado em que estão sendo construídos camarotes especiais. Desta vez, a polícia foi mais rápida na ação para expulsar os “penetras”. Na última tentativa, os torcedores chegaram tarde. Quando entraram, os jogadores já estavam deixando o campo.
De qualquer forma, pessoas ligadas à CBF mostraram-se preocupadas com a possibilidade de tumultos durante o jogo desta quarta-feira. Inicialmente, a polícia assegura que pessoas sem ingressos nem sequer poderão se aproximar do estádio.
“Amanhã será diferente, teremos um efetivo bem maior de homens, com 700 policiais trabalhando. Hoje, por exemplo, não estávamos fiscalizando credenciais nem na região dos estacionamentos do estádio”, respondeu o tenente-coronel Ovelar.
Na concentração, a marcação dos fãs também tem sido exagerada e chega a incomodar a delegação brasileira. Nesta terça-feira, uma mulher grávida passou mal em frente ao Bahamas Apart Hotel e precisou de atendimento, fato que atrasou por alguns instantes a saída do elenco para o treino.