Thiago Henrique de Morais
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Eram 16h15 quando uma forte chuva começou a cair em Brasília. A tromba d’água amenizava o clima seco e abafado da cidade, mas refletia também o sentimento de profunda tristeza da torcida palmeirense. As nuvens carregadas em meio a um céu negro foram o cenário de um protesto de alviverdes contra a diretoria do Palmeiras, que acabou rebaixado para a Série B após o empate por 1 x 1 com o Flamengo, no domingo.
Foram poucos os palmeirenses que se expuseram em um momento tão doloroso. Em meio à chuva torrencial, os apaixonados pelo time do Palestra Itália exibiam uma faixa com os dizeres: “Diretoria: câncer do Palmeiras”, sob olhares de várias pessoas que passavam pelo centro de Brasília. Tal faixa foi estendida também em Teresina (PI), Goiânia, Cuiabá (MT), São Luis (MA), Ponta Grossa e Londrina, ambas no interior do Paraná.
Na capital federal, o responsável pelo protesto foi Robson Damacena, ainda triste com mais um descenso. “É uma tragédia anunciada. As diretorias fazem isso há décadas. Eles só pensam em si e não no clube”, criticou o torcedor.
E imaginar que há poucos meses, o time conquistou uma vaga na Libertadores com o título da Copa do Brasil. Agora, o próprio torcedor já se mostra preocupado com o futuro. “É uma dúvida. A Série B tem jogos terças e sábados. Teria que dividir em dois grupos. Mas, se não conseguiu fazer isso nesse Nacional, não vai conseguir em 2013”, lamenta. Em janeiro de 2013, o clube terá a eleição para presidente. “O que mais dói é que não vai mudar.”