Os torcedores do Liverpool estão desolados com a decisão da Uefa de fechar o estádio Vicente Calderón, do Atlético de Madri, e marcar para um campo neutro a partida entre as duas equipes pela Liga dos Campeões – que seria realizada na capital espanhola.
A Uefa confirmou hoje o fechamento do estádio Vicente Calderón por dois jogos, e mais um que fica pendente, dependendo do envolvimento ou não do Atlético em novos incidentes em um período de cinco anos.
A medida foi tomada depois dos distúrbios registrados no estádio durante a partida contra o Olympique de Marselha, pela Liga dos Campeões, no dia 1º de outubro, vencida pelo time espanhol por 2 a 1.
Por causa desta decisão, o confronto entre Atlético de Madri e Liverpool pela Liga dos Campeões da próxima quarta deverá ser disputado a mais de 300 quilômetros de Madri.
“É uma decisão totalmente ridícula”, comentou o presidente do clube de torcedores do Liverpool, Richie Pedder, à emissora britânica “BBC”.
“Temos provavelmente três ou quatro mil torcedores que irão a Madri para ver este jogo. Os vôos já foram reservados, assim como os hotéis, e agora está tudo arruinado. O que devemos fazer agora?”, questionou.
Pedder acrescentou que a torcida inglesa tem agora duas opções: “mudar o destino dos vôos para os quais já compraram passagem, ou alugar um ônibus ou outra forma de transporte saindo de Madri até o outro estádio”.
“Mas quem fará isto tudo, a Uefa, o clube, os próprios torcedores através de agências de viagens? É um desastre”, lamentou o porta-voz.
Além disso, o fato de o Atlético de Madri poder recorrer da decisão até o dia 17 abre a possibilidade de novas alterações, já que até o fim de semana não haverá uma decisão final sobre o caso.
Pedder lembrou que a partida marcaria “o retorno do atacante espanhol Fernando Torres a seu antigo estádio, contra seu ex-clube, por isto muitas pessoas deve ter reservado os ingressos levando em conta este forte significado. Agora isto já não existe, e é mais uma decepção”, declarou.
O Liverpool, por sua vez, se dirigiu à Uefa por carta para expressar sua preocupação com a medida. O diretor-executivo do clube, Rick Parry, afirmou que se a partida for disputada a 300 quilômetros de Madri, “ocasionará enormes distúrbios, inconvenientes e um enorme custo agregado para os torcedores”.
“Não queremos que tenham que esperar um dia ou dois para decidir que fazer. Todos os torcedores do Liverpool querem saber o mais rápido possível o que vai acontecer se o jogo for transferido”, afirmou.