Insatisfeito com a fase ruim vivida pelo clube no Campeonato Brasileiro e na Copa Sul-Americana, o torcedor do Cruzeiro provocou tumulto, na manhã desta segunda-feira, no Aeroporto de Confins, na capital mineira, durante a chegada da equipe. Aglomerados no portão de desembarque do terminal, os torcedores da Raposa exigiam uma mudança no comportamento do time. A Polícia Militar teve de ser acionada para evitar que à comissão técnica e o elenco sofressem algum tipo de agressão.
De acordo com o sargento Noel Rosa, 12 policiais foram destacados para o local, onde montaram um cordão de isolamento. “O clima ficou tenso. Os torcedores se reuniram em grupo para protestar. Para evitar qualquer tipo de agressão, tivemos de montar esse esquema especial de proteção para a delegação do Cruzeiro”, explica o policial.
O lateral Élson diz que o torcedor tem toda razão em se manifestar. “O torcedor tem o direito de ir para o aeroporto e fazer o seu protesto. Afinal, nós jogadores também sabemos que o time pode mostrar muito mais. E, para isso, é preciso essa mudança de postura cobrada pelos torcedores”, explica o jogador.
Apesar da pressão, os dirigentes da Raposa dão o seu aval ao trabalho do técnico Oswaldo de Olliveira. “Ele (Oliveira) está escalando um time totalmente desfigurado. Quando estiver à sua disposição os contratados e mais os cinco machucados, então podemos cobrar”, garante o presidente Alvimar de Oliveira Costa.