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Futebol

Título de Kaká encerra tabus italianos na premiação da Fifa

Arquivo Geral

17/12/2007 0h00

Não foi apenas o Brasil que sorriu com a eleição do meia Kaká como o melhor jogador do mundo na eleição da Fifa nesta segunda-feira. Após ver seu ‘príncipe’ receber o prêmio na cidade de Zurique, na Suíça, o Milan e o futebol italiano comemoraram o fim de alguns jejuns que perseguiam o Calcio e interromperam a seqüência do Campeonato Espanhol.

Segunda maior campeã da história Copa do Mundo, a Itália não via um jogador atuar durante um ano inteiro em seus gramados e depois ser eleito o melhor do planeta pela Fifa. Em 2006, o zagueiro Fabio Cannavaro recebeu o prêmio, mas seis meses depois de se transferir da Juventus para o espanhol Real Madrid.

Desta forma, o último atleta que atuou durante os 12 meses do ano na Velha Bota e depois recebeu o troféu dourado da Fifa foi o francês Zinedine Zidane, em 2000, quando ainda defendia a Juventus. Desde então, o Campeonato Espanhol foi responsável pelos seis melhores do mundo seguintes, respectivamente: o português Luís Figo, o brasileiro Ronaldo, Zidane novamente (todos pelo Real Madrid), o também brasileiro Ronaldinho (bicampeão pelo Barcelona) e Cannavaro.

Graças ao seu camisa 22, o Milan viu um atleta de seu elenco se tornar o melhor do mundo pela primeira vez em 12 anos. A última vez em que um representante rossonero havia faturado o prêmio foi em 1995, com o atacante liberiano George Weah. Antes do africano, o centroavante holandês Marco van Basten foi o primeiro do time rubro-negro a ser coroado, em 1992.

O título de Kaká ainda fez com que os milaneses ultrapassassem sua arqui-rival Inter nas estatísticas da premiação, ambos com três atletas eleitos melhores do mundo. No entanto, os atuais campeões europeus possuem dois segundos lugares (em 1995 com o defensor Paolo Maldini e em 96, com Weah) contra um das Serpentes (obtido em 98, com Ronaldo).

Os dois representantes de Milão, porém ainda aparecem atrás da Juventus, terceira colocada com quatro títulos (Roberto Baggio/1993, Zidane/1998 e 2000 e ainda com o gostinho da conqusita de Cannavaro na última temporada). O Barcelona é o clube que mais vezes viu um atleta seu faturar o prêmio, em seis oportunidades – duas a mais do que o Real Madrid.

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