Internacional e São Paulo, finalistas da Libertadores da América e considerados pela crônica especializada como os dois melhores times do continente, estão servindo de inspiração para Tite, técnico do Palmeiras.
Hoje, logo depois de comandar mais um trabalho tático na Academia de Futebol, o gaúcho deixou clara sua admiração pelo futebol apresentado pelo Colorado gaúcho e pelo Tricolor paulista na primeira partida da decisão da Libertadores.
“São Paulo e Internacional são dois grandes plantéis, exemplos a serem observados por outros clubes para também montarem seus elencos. Os técnicos saem, mas os elencos permanecem. Os dois clubes são exemplos de organização”, derreteu-se.
A boa campanha e a adaptação irretocável ao Palmeiras já fizeram a diretoria do clube se mexer para tentar renovar o contrato do treinador até o final de 2007. Mesmo sem aceitar tocar no assunto, Tite deixou claro que sonha em permanecer no Palestra por muito tempo e, quem sabe, repetir na Academia os exemplos do Morumbi e do Beira-Rio.
“Não quero pensar em renovação agora, mas quem conhece minha postura profissional sabe que acredito em trabalhos com começo, meio e fim. Quero permanecer sim e montar uma equipe para disputar títulos no ano que vem”, avisou Tite, admitindo que em 2006 será difícil brigar pela ponta da tabela do Brasileirão.
O treinador mostrou que está bem no conceito da direção ao revelar que vetou a saída de dois jogadores do elenco palmeirense. Para Tite, essa é a única forma do Palmeiras começar a integrar o seleto grupo de equipes bem organizadas no país.
“Me perguntaram se eu liberaria o Enílton para o Japão e o Marcinho para outro clube. Não libero e não deixo jogador sair, pois um grupo não nasce vencedor, se forja um grupo vencedor e o Palmeiras, através do seu presidente e da diretoria. Se quisermos um Palmeiras forte, temos de manter o grupo”, concluiu.