O técnico do Corinthians, Tite, fez uma breve pausa e respirou fundo quando perguntado na quarta-feira (20), minutos após o empate por 1 a 1 com o Santos, se a classificação para a decisão da Copa Libertadores representava seu melhor momento na carreira como treinador de futebol.
“Não tenho essa dimensão”, respondeu, ainda ‘pilhado’ pelos 90 minutos de adrenalina da partida no Pacaembu. “Fiquei muito focado no jogo, queria ficar voltado as movimentos da partida, a tudo que poderia acontecer. Vou assistir ao trabalho de vocês (imprensa) depois para curtir um pouquinho”, explicou.
A inquietação do técnico foi tanta depois dos jogos que ele emendou pensamentos sobre diferentes assuntos em uma mesma resposta. Questionado se a ficha da inédita vaga já havia lhe caído, disse de novo que não e não tardou a falar do jogo novamente.
“Se tu perceber, antes do intervalo eu já trouxe o Danilo para o lado esquerdo e botei o Willian por dentro para ver se conseguia ter uma agressividade maior”, embaralhou-se.
Multicampeão no futebol gaúcho e recém-vencedor do Campeonato Brasileiro pelo Corinthians, ele, talvez mais do que qualquer outro, demonstra muita vontade de vencer o torneio. Ficou próximo em 2002, quando caiu com o Grêmio na semifinal, diante do Olímpia-PAR, que seria o campeão na sequência contra outro clube brasileiro, o São Caetano.
“No ano seguinte, em 2003, nós eliminamos o Olímpia nas oitavas de final e caímos de novo (para o Independiente de Medellín, da Colômbia, nas quartas). Agora quero desfecho melhor. Eliminei o atual campeão mais uma vez, mas não adianta. Tem que ter desfecho melhor”, brincou Tite, que anteriormente já havia levantado o tom de voz para salientar: “Ainda é pouco para a história do Corinthians!”.
Na final, o clube do Parque São Jorge enfrentará o vencedor do duelo desta quinta-feira entre Universidad de Chile e Boca Juniors-ARG, em Santiago. A equipe argentina tem vantagem por conta da vitória por 2 a 0 no jogo de ida, em Buenos Aires, mas Tite ressaltou que o confronto ainda está em aberto.