Já na saída para o intervalo do jogo entre Palmeiras e Figueirense o zagueiro Dininho fez o alerta: “Temos que ganhar do juiz e do Figueirense”. O descontentamento com a atuação do sergipano Antônio Hora Filho prosseguiu nos 45 minutos finais do duelo contra os catarinenses e tirou o técnico Tite e outros jogadores do Verdão do sério.
“O árbitro não me deixou jogar, me parou em todos os lances. Foi difícil”, desabafou o atacante Enílton, autor do gol palmeirense, aos microfones das rádios e televisões ao descer para os vestiários. Em sua entrevista coletiva, mudou um pouco o tom. “Não quero entrar em detalhes sobre arbitragem e prefiro deixar isso para a diretoria. Quero apenas jogar futebol para não ficar mais aborrecido ainda”, resumiu.
Recheado de elegância, o técnico Tite também deixou clara a sua insatisfação com o sergipano, e colocou em dúvida o sistema de sorteio adotado pela CBF há algum tempo para definir os trios de arbitragem das partidas. “Um técnico é valorizado pela sua qualidade e a imprensa pela credibilidade. Não entendo como grandes árbitros ficam alijados das grandes partidas por causa de um sorteio. Sabem há quanto tempo não vejo o Paulo César (de Oliveira) apitar? Mais de um ano. E ele é um árbitro do primeiro escalão”, resignou-se.
Tite não quis entrar em detalhes sobre a participação de Antônio Hora Filho, mas admitiu que seus jogadores acabaram ficando nervosos por algumas inversões de faltas e a não marcação de outras. E seguiu o exemplo de Enílton, passando para a direção palmeirense as providências cabíveis contra os equívocos dos apitadores. “É a Lei da vida. Tem que colocar os melhores para apitar, e eu não estou vendo os melhores. Só isso que tenho para falar sobre a arbitragem, pois esse é um assunto que deixo com a direção”, concluiu.