Intervalo de jogo, o Palmeiras empatava sem gols com o Figueirense e a torcida que foi ao Parque Antarctica não economizava nas críticas ao jovem lateral-direito Amaral. Com apenas 18 anos, novamente o jogador caiu na marcação adversária, frustrando até certo ponto o técnico Tite, que confia em seu talento e acabou lhe substituindo nos vestiários por Marcinho, buscando uma maior movimentação no Verdão. No treino desta quinta-feira na Academia de Futebol, o treinador garantiu que foi uma situação normal de jogo.
“É um processo de evolução contínua. O Amaral é jovem, havia entrado bem em alguns jogos, principalmente contra o Fortaleza, e vai ter que superar isso. Infelizmente o Figueirense soube como anulá-lo e ele ficou receoso, ainda mais com os torcedores ali perto gritando”, afirmou o treinador.
Amaral foi contratado após ser apontado como uma das revelações do Brasileirão de 2005. No Verdão, entretanto, sai atrás na concorrência por uma vaga com Paulo Baier, principalmente com a adoção do sistema 3-6-1. O empate em 1 x 1 com o Figueira foi apenas seu segundo jogo como titular no clube no Nacional. O próprio jogador reconheceu que a timidez e a saudade de casa afetaram o seu rendimento em São Paulo.
Tite não escondeu que a equipe sentiu a falta de Paulo Baier na sua ala-direita. Para ele, o experiente jogador tem mais entrosamento com a equipe, principalmente com o companheiro do meio-campo Wendel. “O Baier e o Wendel são goiaba com queijo. Os dois se olham e já sabem o que fazer”, brincou.