A defesa gremista é o destaque do time na Libertadores. Em oito jogos, o time gaúcho sofreu somente dois gols, o melhor desempenho da competição. Enquanto isso, o ataque tem oscilado em atuações em que empilha chances desperdiçadas e outras em que está com o pé na forma. Sendo assim, para sair com um bom resultado da Venezuela, onde o Tricolor enfrenta o Caracas, pelas quartas de final, é preciso que as duas partes funcionem bem.
A intenção gremista é segurar o ímpeto dos venezuelanos nos primeiros minutos de jogo. Dar pouco espaço será essencial para parar uma equipe que possui como pontos fortes o bom toque de bola e os chutes precisos de longa distância.
“Temos conversado sobre o jogo. Sabemos das dificuldades. Teremos que ter uma marcação forte e bem compacta. Nosso ponto forte é a marcação. Se conseguirmos isso, teremos um bom resultado. Temos conseguido suportar todas as pressões”, explicou o zagueiro Rafael Marques.
Diante de um adversário de poucas tradições no futebol internacional, todos apontam o Grêmio como o favorito no confronto. O técnico Paulo Autuori e o meia Tcheco admitiram essa condição. Porém, todos ressaltaram os problemas que isso pode trazer. Rafael Marques corroborou com a opinião do comandante e do capitão.
“Dentro do futebol sempre se coloca o favoritismo sobre o clube de maior expressão. Temos que entrar em campo concentrados e com poder de ambição. Se não fizermos isso, podemos ser surpreendidos. Temos que deixar o favoritismo de lado e sermos humildes, mantendo uma marcação forte”, comentou.