O clima é positivo no Corinthians. A zaga sofreu apenas um gol nos últimos cinco jogos, o ataque voltou a marcar três vezes depois de 19 partidas, o time se classificou para a fase internacional da Copa Sul-americana. Mas o sinal de alerta continua aceso no Parque São Jorge. Afinal, a equipe está com 27 pontos no Campeonato Brasileiro e só não estaria rebaixado hoje porque leva vantagem sobre Flamengo e Ponte Preta no número de vitórias.
Por isso, o técnico Emerson Leão definiu como meta a conquista de três vitórias nos próximos três compromissos da equipe, que encara Paraná (sábado, no Pacaembu), Vasco (quarta-feira, no Pacaembu) e Internacional (domingo, dia 24, no Beira-Rio).
“Sempre lembramos que temos de estar superando as dificuldades. Ganhar nove pontos nos próximos três jogos seria o ideal para nos distanciarmos dessa zona de perigo”, acredita.
O Corinthians está a oito pontos do Vasco, que hoje seria o último classificado para a Copa Libertadores de 2007. No entanto, mesmo projetando a conquista de nove pontos em três rodadas, Leão evita falar em brigar por um lugar na principal competição do continente.
“Se falarmos em Libertadores hoje, estaremos sendo pretensiosos. Vamos com calma. Quando eu cheguei, disse que não havia objetivo definido, a não ser subir na tabela”, discursou.
Em busca das três vitórias consecutivas, o treinador deve manter o esquema ofensivo com dois meias e dois atacantes que foi bastante elogiado após a vitória sobre o Vasco, embora não possa contar com Rafael Moura (suspenso) no próximo duelo.
“A técnica tem presença garantida em qualquer time, mas é importante lembrar que eles também foram bem na marcação, com o Carlos Alberto e o Roger voltando para ajudar os companheiros”, disse.
O volante Magrão, que divide com Marcelo Mattos a função de proteger a zaga, garante que não se sente preso por ter mais função defensiva do que ofensiva. “É um privilégio para mim marcar para o Carlos Alberto, o Roger, o Amoroso e o Rafael. Quando eu me entrosar mais com o Marcelo, essa marcação ficará ainda melhor”, afirma.
Leão aproveitou ainda para constatar a ascensão da equipe sem os argentinos Mascherano e Tevez. “Com eles jogando, o time estava em último. É notório que sem eles o time subiu e quem freqüenta o Parque vê que o treino é feito com mais tranqüilidade. Não vou dizer que eles são maus jogadores, mas os resultados não vinham”, disse.