Criticado pelo ex-técnico do Santos, Vagner Mancini, por supostos privilégios dentro do clube, Fábio Costa foi defendido veementemente pelo presidente Marcelo Teixeira e pelo novo treinador da equipe, Wanderley Luxemburgo. O mandatário, inclusive, fez uma série de comparações entre o recém-empossado comandante e o goleiro.
Primeiro, Teixeira garantiu que não há privilégios. “O Fábio tem história no clube. Chegou ao Santos em 2000, oriundo do Vitória, e conquistou títulos importantes. Ele não ganhou um camarote, ele comprou. Diga-se de passagem, como o Luxemburgo também comprou”, lembrou o mandatário.
O principal dirigente do clube ainda aproveitou a oportunidade para mostrar a proximidade do arqueiro e do novo treinador com o Peixe. “Gostaria de dizer que, esses profissionais têm um vínculo e contratos mais longos, possuem uma identidade muito forte, com situações inerentes. As pessoas têm que entender que não são regalias”, argumentou, deixando claro que conta com o camisa 1 no futuro.
“O Fábio tem livre acesso ao Santos. Ele, inclusive, é associado, como Wanderley também é. O Fábio Costa sempre esteve presente em datas e momentos históricos, marcantes no quadro associativo. Podem sempre associar a imagem do presidente ao Fábio Costa, no aspecto positivo. Ele é um jogador com uma responsabilidade grande no grupo, no clube, e continuaremos a prestigiar atletas do nível e caráter do Fábio Costa”, afirmou.
Depois de Marcelo Teixeira, foi a vez de Wanderley Luxemburgo sair em defesa do capitão santista. O técnico se utilizou de uma situação vista por ele no Real Madrid, da Espanha, para defender Fábio Costa de críticas por ter um lugar destinado a ele para estacionar o seu carro, no CT Rei Pelé.
“Na Europa, os jogadores tem local para colocar o seu carro e isso não é visto como privilégio. Infelizmente, temos essa coisa no Brasil. No Real, tinham cinco atletas com contratos com a Siemens (Mobile, empresa de telefones móveis), só cinco tinham carro da Audi, e a gente não ficava com raiva, achando que isso é privilégio”, apontou o treinador.
“Quero ver surgir um novo Fábio Costa e ganhar os títulos que ele ganhou. Privilégio para mim é deixar de trabalhar, deixar de cumprir o seu dever como profissional. Ele tem que ser um profissional sério, para cumprir com suas obrigações”, continuou o ex-comandante do Palmeiras, aceitando a comparação com o goleiro e até indicando um benefício no futuro.
“Não vejo problema se, por exemplo, amanhã colocarem (vaga no estacionamento) para o Luxemburgo, que tem história dentro do clube. Na Europa, eles têm respeito por aquilo que você fez. Lá eles lembram da gente, como eu fui chamado para uma festa de todos os que comandaram o Real Madrid. Isso é gratificante”, finalizou Luxemburgo.