Uma rodada se passou no segundo turno do Candangão e um time já está sem técnico. Após a goleada (5 x 0) diante do Brasília, Marcos Soares pediu demissão do cargo de treinador do Brazlândia. “Ontem (sábado) foi o pior dia da minha vida. Desde a hora que começou o jogo, estava torcendo para que ele acabasse. O Brasília só não fez oito porque não estava a fim”, disparou Marcos Soares, fazendo questão de isentar a culpa do presidente Moacir Ruthes e do gerente de Futebol, Roberval de Paula.
O comandante revelou problemas sérios existentes na estrutura do Brazlândia. “Na sexta, não treinamos para economizar dinheiro para podermos nos concentrar. Durante a semana, tirei jogador de treino porque ele estava com fome, não tinha almoçado. A maioria tem outro emprego por não receber em dia. Por isso, alguns faltavam treino para fazer um bico aqui, outro ali. Sem dinheiro, é impossível trabalharmos. Uns quatro largaram o time porque não tinham dinheiro para ir treinar. Cansei de dar murro em ponta de faca. É melhor que chegue alguém para ver se consegue fazer alguma coisa. Cheguei no meu limite”, desabafou Marcos Soares.
O treinador ainda reclamou da apatia de alguns jogadores. “Tem gente séria, que quer chegar em algum lugar. Mas alguns nem sentiam quando perdíamos”, disse.