Seis meses depois de ter assumido o comando da seleção camaronesa de futebol, o holandês Arie Haan pediu demissão do cargo nesta quinta-feira, dois meses depois de ter "sumido" do país africano. O curioso, no entanto, é que o pedido oficial foi feito por meio de correio eletrônico.
“Desde o dia em que eu deixei Camarões até esta quarta eu vinha pensando no assunto e decidi pôr um fim à minha colaboração com o time nacional”, comentou Haan. “Eu mandei um e-mail para o senhor Nang, diretor da Federação Camaronesa de Futebol (Fecafoot), para poder informá-lo”, completou.
De acordo com a imprensa local, o treinador não estava satisfeito com algumas medidas da Fecafoot. Além de não ter sido convocado para fazer parte da delegação do país na disputa da Copa Africana de juniores, o holandês também estava descontente com o amistoso que Camarões fará contra Togo, em 7 de fevereiro, pois preferia enfrentar um país mais forte, como a Costa do Marfim.
Em agosto, Haan havia assinado um contrato de dois anos com a entidade máxima do futebol camaronês, com término previsto para depois da disputa da Copa de Nações Africanas