Menu
Futebol

Técnico da Seleção já pensa em adaptação às finais noturnas em 2016

Arquivo Geral

11/12/2014 11h03

As finais da natação dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016 serão disputadas entre 22h e 0h locais. Fernando Vanzella, coordenador da Seleção Brasileira feminina, já pensa em como se adaptar aos inconvenientes causados pelo horário incomum.

“Existe todo um processo. Quando a prova termina, o atleta tem o antidoping, depois vai fazer a soltura e se alimentar. Acaba descansando só duas horas depois do final da competição. No caso, 2 horas da manhã. Sabendo disso com antecedência, vamos nos preparar”, afirmou.

O horário das finais da natação no Rio de Janeiro 2016 faz parte da estratégia do Comitê Olímpico Internacional (COI) de tentar maximizar a audiência televisiva nos Estados Unidos. A medida desagradou alguns atletas e treinadores, que criaram a campanha “Diga não à natação noturna”.

“É uma questão de adaptação. Se pudesse ser um pouco mais cedo, seria melhor. Por volta das 20h30 ou 21 horas, já ajudaria no processo de recuperação do atleta, porque no dia seguinte ele precisa treinar e competir em um próximo evento”, declarou Vanzella.

Além da natação, basquete e vôlei, de praia e de quadra, devem ter programação passando das 0h (de Brasília) nos Jogos Olímpicos. O programa de competições é elaborado pelo COI atendendo a pedidos de federações nacionais esportivas e das emissoras que pagam pelos direitos de transmissão.

“Nas Olimpíadas de Pequim, as finais da natação foram disputadas pela manhã e todo o mundo achou esquisito, mas ocorreram excelentes resultados. O Brasil já vinha fazendo algumas finais de manhã e para nós foi favorável”, disse Vanzella, que ainda lembrou a participação do Brasil em torneios na Austrália e no Japão no ano de 2014.

Felipe França, por sua vez, minimizou a questão. “Vamos precisar nos adaptar a esses horários. Em uma competição, estamos preparados para qualquer coisa, porque o treinamento nos garante condicionamento físico e mental para nadar a qualquer hora”, explicou o atleta, ganhador de cinco ouros no Mundial de piscina curta.

Etiene Medeiros também não demonstrou preocupação com o assunto. “A Olimpíada é uma coisa tão grande, que o horário das provas acaba sendo minimizado. O atleta é muito versátil e consegue se adaptar a isso”, disse a brasileira, campeã dos 50m costas no Mundial de Doha.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado