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Futebol

Técnico argentino fala sobre fracasso na Copa da Alemanha

Arquivo Geral

06/12/2006 0h00

Grande atração do segundo e último dia do Fórum Internacional de Futebol (Footecon), que está sendo realizado no Hotel Intercontinental, Zona Oeste do Rio de Janeiro (RJ), o técnico argentino José Pekerman, que dirigiu a seleção de seu país na Copa do Mundo de 2006, teve que falar muito sobre o fracasso na competição. Na sua palestra, nesta quarta-feira, ele procurou responsabilizar a pouca experiência de seus comandados pela eliminação para a Alemanha, nos pênaltis, nas quartas-de-final.

“O elenco que levei para a Copa do Mundo estava longe de ser um time experiente. Dos vinte e três atletas convocados, dezenove estavam disputando um Mundial pela primeira vez. Isso faz a diferença numa Copa do Mundo. Era um trabalho de renovação. Posso dizer, porém, que saio de cabeça erguida, já que fomos eliminados atuando diante dos donos da casa e jogando melhor. Se futebol fosse boxe, teríamos ganho a partida por pontos”, afirmou Pekerman.

Ele explicou a situação de alguns jogadores. Mesmo reconhecendo que deixou o cargo por causa da eliminação, ele garante que não se arrepende de nada que fez, muito menos ter deixado o jovem atacante Messi, do Barcelona, no banco de reservas na maior parte da competição.

“As pessoas precisam entender que o Messi ainda não é um craque, por isso, é muito novo para assumir responsabilidades. O Maradona só virou mito aos 26 anos. Antes, não passava de um jogador talentoso. Então, errou a comissão técnica campeã do mundo em 1978, que não escalou Maradona? E, em 1982, Maradona não rendeu o esperado. Portanto, seria muita pressão sobre o Messi”, analisou Pekerman.

O treinador disse que não se pode julgar um trabalho apenas por um jogo. “Analisar apenas o resultado numa Copa do Mundo é muito fácil. Basta dizermos que a Itália é maravilhosa porque é campeã. Mas contra a Austrália e a Alemanha a Itália esteve muito ameaçada”, disse Pekerman, que foi substituído na seleção argentina por Alfio Basile.

Para finalizar, Pekerman considerou a eliminação brasileira na Copa do Mundo muito mais traumática do que a eliminação argentina. “O povo argentino já sabia que a conquista do título seria complicada. Já o Brasil era o grande favorito”.

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