Os 120 dias de suspensão impostos ao atacante Alex Alves na última terça-feira deram início a uma verdadeira lavação de roupa suja nos bastidores do Juventude. Isso porque a sibutramina flagrada no jogador foge dos limites legais do antidoping e chega a problemas mais complexos. Alex ingeriu o suplemento alimentar CLA, indicado pelo Alviverde, e o medicamento é proibido pelo Ministério da Saúde por não provar benefícios ou ausência de riscos ao consumidor.
Sigla de ácido linoléico conjugado em inglês, o CLA está proibido de ser comercializado no Brasil. Ou seja, o lote adquirido pelo clube gaúcho junto à empresa IntegralMédica S/A Agropecuária e Pesquisa, de São Paulo, é ilegal. A mesma empresa já teve o seu estoque apreendido em 2005. A justificativa do Alviverde era de que sibutramina não pertencia à formulação original do CLA.
Segundo revela o jornal Pioneiro, mais quatro atletas do Alviverde além de Alex Alves tiveram CLA recomendado pelos médicos do clube: o zagueiro Wescley, o volante Veiga, o lateral-esquerdo Zé Rodolpho e o zagueiro Fabrício. A Anvisa (Agência nacional de Vigilância Sanitária) pune quem comercializa CLA e vai abrir investigações contra os gaúchos nos próximos dias.
A nutricionista do Ju, Fernanda Pezzi, disse que o suplemento era adquirido diretamente pelos atletas. “O Juventude não fornecia o CLA. Os jogadores compravam por conta. Por ser um suplemento caro, eles pagavam”, explicou. Entretanto, mesmo sabendo que o medicamento não estava inscrito no Ministério da Saúde e que a IntegralMédica já havia sofrido sanções anteriormente, Pezzi optou pelo produto ‘proibido’. “Uma liminar de São Paulo fez com que os produtos deles pudessem ser vendidos”, completou ao mesmo periódico.
Novamente o discurso gira em torno da incoerência, visto que a nutricionista suspendeu a indicação do CLA em 20 de abril, 23 dias após a Anvisa ter proibido a comercialização de qualquer produto contendo a substância, independente do laboratório e marca. “Depois do caso do Alex, ninguém mais pediu. Mas, em março, já havíamos trocado pelo CLA da Probiótica, que tem registro no Ministério da Saúde”, argumentou.
O produto foi adquirido em uma loja de Caxias do Sul, que já retirou o CLA das prateleiras. Pezzi alega que preparadores físicos anteriores do clube é quem orientavam o uso do produto. Tentando resolver os problemas antes que eles cresçam ainda mais, a nutricionista quer acabar com a polêmica. “Estou indo amanhã (hoje) para Brasília falar com a Anvisa e a Associação Brasileira de Estudo e Combate ao Doping para pressionar a IntegralMédica a nos dar uma resposta”, completou.
Revolta
A crise nos bastidores do Ju ficaram ainda mais graves na noite de terça, quando o volante Júlio César recebeu a notícia de que estava sendo acusado de doping. Pego de surpresa com o fato, que ficou sabendo pelos jornalistas, foi chamado pela diretoria e não economizou no desabafo.
“A responsabilidade é deles (do Juventude). Quero que assumam isso”, disse. Júlio César utilizou um spray sublingual ISG-1, do mesmo laboratório que produziu o CLA adulterado – IntegralMédica -, uma semana antes da segunda partida semifinal do Campeonato Gaúcho contra o Veranópolis.
“Eu estava abaixo do peso. Havia perdido uns seis quilos de massa muscular. A proposta da nutricionista (Pezzi) era um trabalho de massa muscular para que eu ganhasse três quilos. Ela garantiu que não daria nada”, completou.
O volante tem contrato com o Ju até o final da temporada, mas sua situação segue indefinida. Afastado pelo técnico Flávio Campos, segue em Caxias do Sul, visto que os gaúchos sequer comunicaram a falta de interesse em seu futebol ao São Caetano, dono dos direitos federativos.
Sigla de ácido linoléico conjugado em inglês, o CLA está proibido de ser comercializado no Brasil. Ou seja, o lote adquirido pelo clube gaúcho junto à empresa IntegralMédica S/A Agropecuária e Pesquisa, de São Paulo, é ilegal. A mesma empresa já teve o seu estoque apreendido em 2005. A justificativa do Alviverde era de que sibutramina não pertencia à formulação original do CLA.
Segundo revela o jornal Pioneiro, mais quatro atletas do Alviverde além de Alex Alves tiveram CLA recomendado pelos médicos do clube: o zagueiro Wescley, o volante Veiga, o lateral-esquerdo Zé Rodolpho e o zagueiro Fabrício. A Anvisa (Agência nacional de Vigilância Sanitária) pune quem comercializa CLA e vai abrir investigações contra os gaúchos nos próximos dias.
A nutricionista do Ju, Fernanda Pezzi, disse que o suplemento era adquirido diretamente pelos atletas. “O Juventude não fornecia o CLA. Os jogadores compravam por conta. Por ser um suplemento caro, eles pagavam”, explicou. Entretanto, mesmo sabendo que o medicamento não estava inscrito no Ministério da Saúde e que a IntegralMédica já havia sofrido sanções anteriormente, Pezzi optou pelo produto ‘proibido’. “Uma liminar de São Paulo fez com que os produtos deles pudessem ser vendidos”, completou ao mesmo periódico.
Novamente o discurso gira em torno da incoerência, visto que a nutricionista suspendeu a indicação do CLA em 20 de abril, 23 dias após a Anvisa ter proibido a comercialização de qualquer produto contendo a substância, independente do laboratório e marca. “Depois do caso do Alex, ninguém mais pediu. Mas, em março, já havíamos trocado pelo CLA da Probiótica, que tem registro no Ministério da Saúde”, argumentou.
O produto foi adquirido em uma loja de Caxias do Sul, que já retirou o CLA das prateleiras. Pezzi alega que preparadores físicos anteriores do clube é quem orientavam o uso do produto. Tentando resolver os problemas antes que eles cresçam ainda mais, a nutricionista quer acabar com a polêmica. “Estou indo amanhã (hoje) para Brasília falar com a Anvisa e a Associação Brasileira de Estudo e Combate ao Doping para pressionar a IntegralMédica a nos dar uma resposta”, completou.
Revolta
A crise nos bastidores do Ju ficaram ainda mais graves na noite de terça, quando o volante Júlio César recebeu a notícia de que estava sendo acusado de doping. Pego de surpresa com o fato, que ficou sabendo pelos jornalistas, foi chamado pela diretoria e não economizou no desabafo.
“A responsabilidade é deles (do Juventude). Quero que assumam isso”, disse. Júlio César utilizou um spray sublingual ISG-1, do mesmo laboratório que produziu o CLA adulterado – IntegralMédica -, uma semana antes da segunda partida semifinal do Campeonato Gaúcho contra o Veranópolis.
“Eu estava abaixo do peso. Havia perdido uns seis quilos de massa muscular. A proposta da nutricionista (Pezzi) era um trabalho de massa muscular para que eu ganhasse três quilos. Ela garantiu que não daria nada”, completou.
O volante tem contrato com o Ju até o final da temporada, mas sua situação segue indefinida. Afastado pelo técnico Flávio Campos, segue em Caxias do Sul, visto que os gaúchos sequer comunicaram a falta de interesse em seu futebol ao São Caetano, dono dos direitos federativos.