As polêmicas ocorridas no clássico entre Palmeiras e São Paulo no domingo repercutiram na súmula do árbitro Wilson Luiz Seneme, divulgada nesta segunda-feira pela Federação Paulista de Futebol. No documento, o lançamento de gás no vestiário são-paulino durante o intervalo e a queda de energia no final do encontro no Palestra Itália foram relatadas como ocorrências, o que pode provocar a punição do Palmeiras.
Na súmula, Seneme descreveu a forma como soube da presença do cheiro de gás no vestiário do São Paulo. Segundo ele, “o gerente de futebol do São Paulo FC, Sr. José Carlos dos Santos, informou que o vestiário de sua equipe estava com um cheiro muito forte de gás, ficando impossível a permanência no local”. Diante disso, o árbitro solicitou “ao delegado da partida Sr. Dionísio R. Domingos que verificasse o que havia ocorrido”.
No final da partida, o próprio delegado do jogo “informou que havia um forte odor, provocando muita tosse e tornando o local impróprio para permanência”. Ainda segundo a súmula, o cheiro forte fez com que os atletas do São Paulo trocassem de roupa após a partida no corredor do vestiário dos árbitros. Agora, o caso deve ser investigado pelo Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo.
Além disso, outro incidente será verificado pelo TJD-SP: a falta de energia no Palestra Itália no fim da partida. Naquela ocasião, o Palmeiras vencia por 2 a 0, placar que garantia a vaga na final. “Informo que ao 85 minutos de partida o estádio ficou sem iluminação nos refletores, ficando o jogo paralisado por dezesseis minutos até o restabelecimento da iluminação. Após a volta da iluminação, o jogo prosseguiu normalmente”, escreveu Seneme.
Possíveis punições – O gás e a falta de luz, relatadas na súmula do árbitro Wilson Luiz Seneme, poderão provocar a punição do Palmeiras. Pelo menos é o que acredita Antonio Carlos Meccia, procurador do TJD-SP. “Vai ser instalado um procedimento para verificar tudo o que aconteceu e, diante daquilo que for constatado, serão tomadas as atitudes cabíveis, ou seja, denuncia-se alguém ou não se for confirmado que aconteceu alguma coisa”, contou ao Sportv.
“Provavelmente a Federação (FPF) vai enviar alguma coisa para o Tribunal (TJD-SP), que é quem vai verificar. Pode partir da própria Federação, do departamento técnico, da denúncia do árbitro na súmula ou até uma representação do São Paulo. Depois disso, vai para o primeiro tribunal, que é quem determina ou não a instalação do procedimento. Feito isso, vamos apurar o que realmente aconteceu, vamos ouvir testemunhas e punir os que forem culpados”, completou.
Além disso, Antonio Carlos Meccia explicou que o gás pode render ao Palmeiras até a interdição do Palestra Itália. “A punição pode ser de multa a interdição do estádio. Depende da comissão que vai julgar”, comentou o procurador, que ainda declarou que, caso o Palestra Itália seja interditado, o Palmeiras ficará impedido de jogar no estádio em todas as competições, não apenas no Campeonato Paulista.