O Sport se consolidou na vice-liderança da Série B do Campeonato Brasileiro. Jogando na Ilha do Retiro, o Rubro-negro derrotou o arqui-rival Náutico por 2 x 0 e subiu para 54 pontos. O Timbu permaneceu na terceira colocação com 49.
Os gols do Sport foram marcados por Fumagalli, de cabeça e em cobrança de pênalti no segundo tempo. Nos acréscimos do primeiro, Vicente foi expulso e facilitou as coisas para o rival. Hamilton, quando o Rubro-negro já havia construído a vantagem no placar, também recebeu o cartão vermelho.
O Náutico voltará a campo já nesta terça-feira, para enfrentar o Marília no estádio dos Aflitos. Já o Sport só jogará novamente no próximo sábado, contra o desesperado São Raimundo, no Vivaldo Lima.
O jogo
Empurrado por sua torcida, o Sport partiu para cima do arqui-rival no início do jogo. Os excessivos erros de passes, no entanto, acabaram prejudicando as investidas do Rubro-negro. Acuado, o Náutico apostava nos contra-ataques e chutes de longa distância, mas devolvia as gentilezas do adversário na hora de tocar a bola.
Diante do nível técnico abaixo das expectativas, quem começou a aparecer foi o árbitro Antonio Hora Filho. Sergipano por exigência das duas equipes, ele não poupou nenhuma jogada dura e começou a distribuir cartões amarelos para todos os lados. Aos 18 minutos, o Náutico perdeu o zagueiro Batata, machucado, que deu lugar a Henrique.
O jogo só ganhou mais ânimo no final da primeira etapa, quando o Sport passou a assustar os visitantes. No momento em que a torcida do Rubro-negro começava a gritar mais alto, Wellington bateu falta com categoria e obrigou o goleiro Eduardo a espalmar para escanteio. Após a cobrança, Fumagalli desviou dentro da área, acertou a trave e Henrique aliviou.
Se não conseguiu ir para o intervalo em vantagem no placar, o Sport teve outro motivo para comemorar nos acréscimos. O que já parecia inevitável, pelo alto número de cartões amarelos distribuídos, aconteceu: Vicente fez falta em Everton e foi expulso. Pouco antes disso, Netinho, outro que estava pendurado, também havia dado motivos para sair de campo mais cedo.
O cartão vermelho tirou do sério o técnico Paulo Campos. Depois de reclamar com o árbitro Antonio Hora Filho, ele extravasou sua indignação à imprensa. “Isso é jogo para dar quinze cartões amarelos (foram sete até então)? Não teve nenhuma falta violenta. Foi um jogo aberto. O que é isso!”, berrou, enquanto Marco Antonio comemorava pelo lado do Sport. “Temos que saber administrar a vantagem numérica no segundo tempo”, pregou.
No intervalo, Paulo Campos foi obrigado a fazer mais uma alteração no Náutico: substituiu Nildo, machucado seriamente na cabeça, por Luciano Totó no intervalo. Já o Sport, com um jogador a mais, voltou com toda disposição para a partida. Aos 14 minutos, não teve jeito: Du Lopes cruzou da direita, Fumagalli ganhou da marcação e cabeceou para abrir o placar a favor dos donos da casa.
Sete minutos depois, Leandro fez falta dentro da área e deu a chance para o Sport ampliar. O artilheiro Fumagalli não desperdiçou, converteu o pênalti e deixou o Rubro-negro bem próximo da vitória. Com a vantagem de dois gols, a torcida do time da casa esboçou até um grito de “olé”, enquanto o público visitante ameaçava deixar a Ilha do Retiro mais cedo.
Na base da superação, o Náutico se lançou ao ataque no final da partida, mas pecou nas finalizações. Ainda teve a motivação de ver Hamilton receber o cartão vermelho por falta em cima de Kuki, aos 35 minutos, e equilibrar numericamente o confronto. Já era tarde demais.