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Futebol

Sorteio tenta evitar "desastroso" grupo com três campeões mundiais

Arquivo Geral

06/12/2013 11h25

A partir das 14 horas (de Brasília) desta sexta-feira, dirigentes da Fifa estarão olhando ansiosamente para que a correção de uma novidade que eles implantaram não torne a Copa do Mundo menos atrativa antes mesmo de começar. A expectativa é de que o sorteio do Mundial no Brasil não resulte em uma chave com três campeões, o que seria inédito na história do torneio.

O evento que ocorrerá nesta tarde, na Costa do Sauípe (BA), gerou apreensão por conta da antes provável presença de três potências em um mesmo grupo. Desde o início da semana, executivos discutiram uma forma de dificultar algo que, na véspera do sorteio, alguns deles ainda chamavam de “desastroso”.

A presença de três campeões mundiais em um mesmo grupo aumentaria o nível técnico costumeiramente baixo das primeiras fases de Copa do Mundo, mas já eliminaria precocemente um time capaz de atrair atenção de quem estiver no Brasil ou acompanhando o torneio pela televisão. Isso ficaria ainda pior caso a seleção da casa fosse vítima desse ‘grupo da morte’.

A própria Fifa é responsável pela apreensão. A entidade resolveu inovar usando só seu contestado ranking para definir os cabeças de chave que se juntariam ao Brasil, dando essa condição a times com pouca tradição como Bélgica, Suíça e Colômbia. Como não é possível dois sul-americanos no mesmo grupo, França, Itália e Inglaterra se tornaram rivais quase certos para Brasil, Argentina e Uruguai.

Para diminuir os riscos de um inédito grupo com três campeões do mundo, algo que nunca ocorreu na história dos Mundiais, a Fifa inventou um pré-sorteio no qual um dos nove europeus que não serão cabeças de chave será rival de Brasil, Argentina, Colômbia ou Uruguai.

Em um dos ensaios do sorteio, porém, a França, europeia que se classificou com mais dificuldade, caiu no grupo do Brasil, que tinha a tetracampeã Itália. A Austrália, que costuma dificultar com sua aplicação defensiva, completou a chave. “Seria um desastre”, afirmou um dirigente em conversa com colegas no hotel que os abriga em resort da Costa do Sauípe.

A Copa de 2010 já gerou a inédita frustração de dois campeões mundiais eliminados na primeira fase: França e Itália. Como na África do Sul, o Mundial no Brasil também reunirá todas as equipes que já conquistaram a competição: Brasil, Itália, Alemanha, Argentina, Uruguai, França e a Espanha, atual detentora do título.

Ídolo na França, Raí já se satisfez com o pré-sorteio que diminuiu os riscos de reedição da final da Copa do Mundo de 1998 já na primeira fase do ano que vem. “Fiquei contente. A França é um país campeão do mundo, merece o respeito e a mesma sorte que os outros europeus, apesar de ter sido um dos piores qualificados no continente”, defendeu o ex-meia de São Paulo e Paris Saint-Germain.

“Torço para a França não cair na chave do Brasil. Sendo só os dois, ambos podem se classificar para as oitavas de final, mas qualquer um pode ficar ameaçado caso seja um ‘grupo da morte’. Prefiro que caiam separados em um primeiro momento e que se cruzem só a partir das quartas de final”, prosseguiu o ex-jogador.

No sorteio desta sexta-feira, os cabeças de chave (Brasil, Alemanha, Argentina, Bélgica, Colômbia, Espanha, Suíça e Uruguai) ficam no pote 1. O pote 2 terá Argélia, Costa do Marfim, Camarões, Nigéria, Gana, Chile e Equador, com Irã, Coreia do Sul, Japão, Austrália, Estados Unidos, Costa Rica, México e Honduras no pote 3 e Croácia, Itália, Inglaterra, Holanda, Bósnia, Portugal, Rússia, Grécia e França no 4.

Todas as combinações entre esses potes são possíveis, respeitando o critério de que a Europa é o único continente que pode ter mais de um representante por chave – mas, no máximo, dois. A única definição antes do sorteio é que a Seleção Brasileira encabeçará o grupo 1 e abrirá a Copa do Mundo entrando em campo em 12 de junho, na Arena Corinthians, em São Paulo, às 17 horas (de Brasília).

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