Nada como uma tarde de sossego no clube, curtindo a piscina e um jogo de dominó. Tudo na mais tranquila paz, esperando somente sair a hora do jantar na concentração para a partida entre Botafogo-DF e Brasiliense, às 16h, no Serejão. Por incrível que pareça, o cenário não tem nada a ver com o Jacaré, clube de maior estrutura em âmbito local. Este é o novo Glorioso.
“O Botafogo agora tem pai e mãe. O que faltava nesse time era uma retaguarda. Estamos ressurgindo das cinzas com muito trabalho e organização”, afirmou o entusiasmado diretor de futebol Paulo Falcão.
Depois de passar por maus bocados durantes os últimos anos, o clube parece finalmente estar entrando nos eixos. Concentrado desde ontem em um tradicional clube da Asa Sul, o Alvinegro, que antes sofria para manter um treinador, apresentou uma comissão técnica com nove nomes. Segundo o volante Vanderson, no clube desde o início do campeonato, os atrasos de salário eram frequentes e a diretoria anterior era confusa.
“O Botafogo era rachado, uma bagunça. Já cheguei a treinar com 45 jogadores em um dia. Saíam dez, entravam mais 20”, revelou.
Um dos responsáveis pela mudança, Falcão acredita que a troca trará benefícios em campo. “Nossa concentração é como a de clubes de ponta. Eles (jogadores) não precisam pensar em mais nada”, disse.
Dinheiro na mão
Se o clube conta com problemas judiciais por falta de pagamento, a nova gestão garante que tudo será resolvido até o final da semana. “Os jogadores estão recebendo. Com o tempo, vamos quitar as dívidas antigas. Ano que vem, temos um projeto para estourar”, promete Falcão.
Segundo a diretoria, a franquia com o Botafogo do Rio de Janeiro não existe mais, e uma parceira está sendo firmada com a prefeitura de Santo Antônio do Descoberto. “O Botafogo-DF acabou. Não mudamos ainda porque a federação não deixa”, confidenciou.