Após a derrota por 2 a 0 para o Grêmio Prudente, o técnico Silas, do Grêmio, concedeu entrevista coletiva com duração de 12 minutos. Tempo suficiente para explicar a má fase vivida pelo seu time, agora, na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. O treinador optou por outra estratégia, preferiu não comentar os problemas enfrentados.
“Existem muitas explicações. As explicações não seriam bem-vindas agora”, declarou sem se aprofundar um milímetro no assunto. “É hora de abraçar os atletas. Ninguém está satisfeito”, concluiu, desviando o tema central.
A situação é delicada. Silas precisará equilibrar-se no cargo. Contra o Vasco, quarta-feira, seu futuro no clube estará em jogo. Em dois jogos na retomada no Brasileirão, o Tricolor somou somente um ponto. A projeção eram 10 pontos nas primeiras quatro partidas, meta impossível de ser alcançada.
O treinador gremista não assumiu responsabilidade total pelo momento. Dividiu com todos os problemas enfrentados. “Temos que igualar na briga e na vontade. Temos que voltar a ser o Grêmio que fomos até a parada”, comentou.
O semblante de Silas foi de preocupação máxima. Ligado no mundo do futebol, ele sempre traz aspectos de outras equipes em suas análises, realizando uma comparação. A esperança de uma virada está no ano passado, quando comandou o Avaí. “É para estar preocupado, mas o trabalho está sendo feito. Agora, o trabalho tem que ser dobrado. No Avaí estivemos no 20º lugar e terminamos em sexto”, lembrou.