O meio-campo holandês Wesley Sneijder afirmou hoje que no Real Madrid trata os jogadores “sem muito respeito” e que ele foi tratado “como um moleque” e por isso acredita que o Inter de Milão, que acaba de contratá-lo, “tem mais time”.
Em entrevista publicada hoje pelo jornal esportivo “La Gazzetta dello Sport”, o ex-jogador do Real Madrid assegura que em seu primeiro jogo como jogador do Inter, no clássico milanista disputado no sábado passado, se sentiu “muito à vontade” dentro do sistema de jogo, já que adora jogar como meia-atacante.
“Além disso, tenho um treinador que me quis e uma equipe melhor do que tinha. O Real Madrid talvez leve vantagem no nível de qualidade individual, mas nós somos mais equipe”, prossegue Sneijder.
Na opinião do holandês, no Real Madrid “o treinador não tem muita influência”.
“O Real Madrid é um mundo à parte: para eles o dinheiro nunca foi um problema e tratam as pessoas sem muito respeito”, indica o jogador, que no entanto diz que está “orgulhoso” de haver escrito “parte da história do Real Madrid”.
Perguntado se procura vingança de seu antigo time por querer vendê-lo, Sneijder diz que gostaria de encarar o time espanhol na Liga dos Campeões, mas especifica que seu espírito “é positivo”.
“Quando cheguei a Milão tentei transformar minha raiva em energia para a nova equipe e foi bom”, explica.
Perguntado por se a perspectiva do Mundial da África do Sul 2010 influiu em sua decisão de mudar finalmente de equipe, o meio-campo responde: “não tomei a decisão pelo Mundial, a tomei pelo meu futuro. Elegi o Inter porque posso sentir-me protagonista; em Madri era um entre tantos, me tratavam como a um moleque”.
Sobre seu beijo à camiseta do time no túnel dos vestiários antes da disputa do Milan-Inter, Sneijder explica que se trata de “um gesto natural” para ele.
“Não fiz para ganhar a simpatia das pessoas, por isso fiz no túnel, não fora, diante de todo o estádio”, indica.