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Futebol

Sem voo, Verdão não consegue adiar clássico e viaja de ônibus

Arquivo Geral

25/07/2009 0h00

O mau tempo que fechou o aeroporto em Presidente Prudente (SP) impediu que a delegação do Palmeiras seguisse de avião para a cidade que sedia o duelo contra o Corinthians. Portanto, depois de um impasse que durou quase toda a tarde na tentativa de adiar o jogo, a diretoria alviverde decidiu seguir de ônibus. Com isso, o time só chegará à cidade do interior paulista por volta das 4 horas da manhã, apenas 12 horas antes do início do clássico.


No momento, os jogadores e a comissão técnica estão partindo em três ônibus leitos para Itu (SP), onde irão jantar. O Verdão tinha voo marcado para as 15h30 (de Brasília), mas nem entrou no avião, aguardando por uma definição no saguão do Aeroporto de Cumbica.


Ao ser constatado que a única maneira de sair da capital seria de ônibus, a cúpula alviverde cogitou pedir o adiamento da partida enquanto a delegação já entrava no veículo para não perder mais tempo. Os dirigentes, por sua vez, tentavam convencer a CBF a remarcar a partida para segunda-feira.


O entrave para a mudança da data do Derby foi a recusa do Corinthians. O Timão, cuja delegação partiu de avião para Presidente Prudente pouco depois do almoço e já está na cidade, tem um confronto contra o Santo André na quarta-feira, em São José do Rio Preto. Com isso, não seria possível atuar com apenas a terça-feira para descansar.


Com a obrigação de jogar no domingo, o presidente Luiz Gonzaga Belluzzo, que ainda está na capital, tenta motivar seus jogadores, inclusive reclamando de quem vê o Palmeiras prejudicado ao não viajar de avião. “Fiquei muito irritando com os torcedores que ficaram chorando. Não é o caso. Ficar chorando é coisa de mariquinha”, apontou o mandatário à Jovem Pan, assegurando tranquilidade no elenco.


“Os jogadores não só concordaram como sugeriram ir de ônibus. Dá tempo para dormir e se recuperar. E o Palmeiras vai jogar de carroça, patinete, avião, caminhão… Tem que enfrentar isso com coragem. Quando eu era jogador amador, ia jogar na boleia de caminhão, por que não podem ir de ônibus leito?”, indagou Belluzzo.


“Não é a situação ideal, mas o elenco do Palmeiras é muito sério, tem muita hombridade para se perturbar com isso. E o Muricy está junto, é uma oportunidade de ele bater um papo com todo mundo. Temos é que jogar para ganhar do nosso maior rival”, encerrou o presidente, confirmando que os gastos adicionais serão pagos pela prefeitura de Presidente Prudente (SP), que banca o clássico e pagou os times para sediar o tradicional duelo.

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